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Sobre o CEDOCObras sobre “teoria feminista”
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Neste artigo a autora analisa a invisibilidade da raça e da experiência das mulheres negras no campo dos estudos da mulher brasileiros. A partir de um olhar comparativo sobre estudos da mulher no Inglaterra, nos Estados Unidos e no Canadá a autora explora como questões sobre diferença racial entre as mulheres não foram tratadas nos diferentes contextos nacionais. A análise enfatiza a ausência da raça na maior parte dos estudos da mulher no Brasil e sugere que, para um melhor entendimento da diversidade das experiências das mulheres brasileiras, é preciso dar um maior enfoque para “diferença” racial e para a relação entre raça e gênero.
- Estudos Feministas, vol. 8, n.2
- 2000

Este artigo tem o objetivo de contribuir para os estudos e pesquisas sobre homens e masculinidades, apresentando um marco conceitual de gênero, a partir de uma matriz que dialoga com produções feministas e se organiza em quatro eixos: 1) o sistema sexo/gênero; 2) a dimensão relacional; 3) as marcações de poder; e 4) a ruptura da tradução do modelo binário de gênero nas esferas da política, das instituições e das organizações sociais. Para tanto, dialogamos com produções contemporâneas que adotam "gênero" como categoria analítica e se baseiam em referenciais teóricos distintos, mas têm em comum (e se autodefinem a partir de) uma perspectiva feminista crítica. A partir dessa matriz, traz-se uma análise dos estudos sobre os homens e masculinidades no campo da saúde, sexualidade e reprodução, destacando a necessidade de abrir espaço para novas construções teóricas que resgatem o caráter plural, polissêmico e crítico das leituras feministas.
- Estudos Feministas, vol. 16, n.3
- 2008

O presente trabalho aborda as críticas das teorias feministas pós-estruturalistas às teorizações do sujeito universal, rejeitando as noções de identidades essenciais de gênero. O ponto comum entre as pensadoras incluídas no trabalho é a necessidade de romper o esquema tradicional das tradições filosóficas ocidentais que se baseiam em esquemas dicotômicos de pensamento e assim desconstruir o pensamento binário. Suas diferenças, entretanto, situam-se especialmente no que diz respeito à re-construção do sujeito do feminismo. Esses debates envolvem, ao mesmo tempo, questões teóricas, metodológicas e políticas.
- Estudos Feministas, vol. 13, n.3
- 2005

Este artigo é uma versão da trajetória da Revista Estudos Feministas em sua primeira fase na UFSC (1999/2002). O artigo está subdivido em três partes: na primeira é feita uma rápida revisão da literatura sobre o feminismo e os estudos de gênero no Brasil, na segunda é relatada a transferência da Revista Estudos Feministas do Rio de Janeiro para Santa Catarina e na terceira é feita uma reflexão sobre o papel desta revista acadêmica no diálogo com o movimento e com campo de estudos de gênero, feminista e de estudos sobre mulher no Brasil.
- Estudos Feministas, vol. 12, n.especial
- 2004

Este artigo pretende debater a tarefa de uma publicação feminista hoje, no contexto cultural e político latino-americano e, mais especificamente, brasileiro. Tomando o caso da Revista Estudos Feministas como referência, este debate propõe uma reflexão sobre o que significa ser feminista dentro deste contexto. Assim, o feminismo será analisado como prática teórica norteadora de nossas iniciativas, desdobrando-se em seus papéis de campo teórico, prática interpretativa e lugar político.
- Estudos Feministas, vol. 12, n.especial
- 2004
