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Sobre o CEDOCObras sobre “teoria feminista”
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Este texto es una intervención en el debate que mantuvieron las teóricas del feminismo Nancy Fraser y Judith Butler. Ese intercambio polémico, que abre una serie de interrogantes en torno a la potencia crítica de la teoría feminista, es aquí abordado desde las implicancias políticas de las reflexiones de las autoras para pensar la cuestión de la unidad de la izquierda en la actual coyuntura, y el lugar del feminismo y la teoría queer en la necesaria transformación política y social.
- Revista Gênero, v.4 n.1
- 2003

Este trabalho é uma reflexão sobre a Teoria dos Atos de Fala, de J. L. Austin (1998; [1976]). Meu objetivo é oferecer uma interpretação feminista ao problema da relação entre linguagem e corpo. Para isso, baseio-me nas interpretações de Butler (1997; 1999), Derrida (1979; 1990) e Rajagopalan (1989; 1990; 1992; 1996) que se referem ao trabalho de Austin. Discuto que a impossibilidade do controle intencional do ato de fala exclui a unicidade própria à idéia de "efeito mental" e desloca os limites da ação do ato de fala para além da ilocução - para o campo controverso do corpo que fala. O sujeito que fala é aquele que produz um ato corporalmente; o ato de fala exige o corpo. A presença material e simbólica do corpo na execução do ato é uma marca que se impõe no efeito lingüístico. O corpo, como elemento regulado pelas convenções ritualizadas nele inscritas, e performativizado pelo ato que postula sua significação prévia, impede a redução da análise do ato de fala à análise simples das convenções lingüísticas, e exige levar em conta a integralidade da materialidade do corpo que produz o ato.
- Revista Gênero, v.3 n.1
- 2002
Na segunda metade do século XX, e particularmente a partir da década de 60, a teoria social ocidental passou por uma série de questionamentos e revisões, que incluíam novos debates sobre a relação entre as obras reconhecidas como o cânone das diversas áreas disciplinares e as mudanças que dariam lugar a um mundo social em alguns aspectos muito diferente daquele que formou o contexto histórico das obras canônicas. Por outro lado, a emergência dos novos movimentos sociais que permitiram uma nova voz a certos grupos sociais antes excluídos da produção do conhecimento acadêmico e intelectual, também conduziu a novas interpretações da história e das relações sociais no Ocidente e no resto do mundo. Neste cenário, um dos movimentos sociais e culturais mais importantes foi o movimento feminista, que produziu dentro e fora da academia novas interpretações da história e da sociedade, a partir das experiências das mulheres e de sua problematização do que vieram a se chamar relações de gênero. Esta tese tem por objetivo o estudo de um encontro particular deste contexto: o da teoria feminista e da sociologia contemporânea. Ao mesmo tempo que surge a teoria feminista contemporânea (nascida de esforços simultâneos e conexos realizados em diversas áreas das ciências humanas), também inicia-se uma ampla revisão das perspectivas clássicas na sociologia acadêmica. A questão central deste trabalho trata das formas pelas quais a contribuição feminista é recebida no campo disciplinar da sociologia (e, de maneira mais ampla, na teoria social), constatando-se que os canais de comunicação estão apenas parcialmente abertos. Por meio dos depoimentos e observações de teóricas feministas, são levantadas algumas explicações para tal resistência. Por sua vez, o exame do trabalho de importantes sociólogos da contemporaneidade, propiciam a descoberta de alguns dos mecanismos teóricos mais concretos da recepção, incorporação ou rejeição da perspectiva feminista na sua obra. A conclusão final é a de que, apesar das resistências, a teoria feminista conseguiu fazer uma contribuição fundamental para a ampliação do campo de visão da sociologia e seu discurso sobre a modernidade. Este trabalho oferece ainda algumas sugestões teóricas e práticas para a incorporação mais plena da teoria feminista e dos estudos pós-coloniais à sociologia contemporânea, que também se beneficiaria de uma troca mais aberta com outras áreas disciplinares das ciências humanas.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Doutorado
