Instituto de Estudos de Gênero

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Tese
O nascimento como rito de passagem : uma abordagem cultural para o cuidado de enfermagem as mulheres e recem-nascidos

O trabalho relata a elaboração, implementação e a avaliação de um marco conceitual de abordagem cultural para assistir mulheres e recém-nascidos que estavam vivenciando o processo do nascimento. A elaboração do marco conceitual fundamentou-se na perspectiva do nascimento como um rito de passagem e foi desenvolvida para dar direção ao "Processo de Caminhar Juntos", atuando como um guia de orientação para permitir o constante diálogo entre teoria e prática. O "Processo de Caminhar Juntos" representa a aplicação de quatro fases que ocorrem de maneira complementar e concomitante durante toda a prática assistencial. Nesta perspectiva, a enfermeira atua buscando a constante ação/reflexão com os co-participantes do estudo, para a obtenção de ritos de cuidado culturalmente congruentes que contribuam para o processo de viver saudável. Sua implementação ocorreu em Florianópolis - SC e estendeu-se de abril a agosto de 1993. Durante esse período, enfermeira, mulheres e recém-nascidos começaram a interagir na instituição-maternidade, logo após o momento pós-parto e, posteriormente, deslocaram-se aos domicílios, até que os recém-nascidos completaram um mês de vida. Na análise dessa prática a autora validou a possibilidade e importância de desenvolver um marco conceitual de referência cultural. Os resultados mostraram que o marco conceitual elaborado e implementado na prática foi adequado permitindo, além de sua validação, seu aprofundamento. O processo de enfermagem desenvolvido permitiu que se consolidasse a proposta de integração dos aspectos culturais, além de contribuir para a ampliação do significado de se preservar, acomodar e reorganizar os ritos de cuidado populares e profissionais durante a prática assistencial.

  • Universidade Federal de Santa Catarina
  • Mestrado
Projetos de pesquisa
Análise do movimento pela humanização do parto e do nascimento no Brasil

PROJETO DE TESE Parto e Poder é um estudo antropológico que analisa as relações entre assistência ao parto e políticas de humanização desenvolvidas no Brasil e que atendem recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde). Um dos principais atores que protagoniza as ações em prol da humanização é a REHUNA (Rede de Humanização do Parto e do Nascimento), teia de movimento que abriga profissionais da saúde e ONGs ligadas ao feminismo. A pesquisa empírica enfoca, assim, a REHUNA (suas formas de organização e seu ideário), e também duas experiências institucionais de humanização da assistência: uma maternidade pública em Florianópolis, Santa Catarina e dois cursos de capacitação de parteiras tradicionais, no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Foram feitas, assim, três etnografias: da Rede, da Maternidade e dos Cursos, através de observação participante, entrevistas e histórias de vida. O movimento pela humanização do parto é visto como um desdobramento do parto sem dor, vanguarda obstétrica que veio da Europa nos anos 50, e que já explicitava as relações intrínsecas entre parto e política. O Parto Humanizado atual incorporou um ethos individualista-libertário, comum aos movimentos sociais pós-anos 70 e partilhado por camadas médias urbanas, as quais pertencem os ativistas da rede. Procura-se compreender como o feminismo é interpretado pelo movimento e se a humanização da assistência ao parto aponta para mudanças nas relações de gênero e de poder que historicamente constituíram o campo da assistência ao parto no Brasil. *A tese final está disponível online em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/86639/207876.pdf?sequence=1&isAllowed=y

  • Universidade Federal de Santa Catarina
Livro
Falas, percursos, práticas e modos de (r)ex(s)istir

Considerar a contribuição e os desdobramentos que a série de eventos do Seminário Internacional Fazendo Gênero repercutem nos diferentes contextos e campos dedicados aos feminismos e estudos de gênero desde sua primeira edição – ocorrida ainda no século passado – vão ao encontro de seu compromisso em mobilizar debates em torno desses temas. Sediado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Fazendo Gênero tem sido pensado e organizado pelas pesquisadoras, parceiras e colaboradoras vinculadas ao Instituto de Estudos de Gênero (IEG/UFSC) e, desde sua criação, é marcado pela insígnia do esforço coletivo em promover um espaço de interlocução. Este livro congrega textos acadêmicos, artivistas, contribuições artísticas e relatos de experiência pensados a partir das discussões realizadas durante o 12º Seminário Internacional Fazendo Gênero, ocorrido de forma virtual em 2021.

  • Português
  • Alessandra Soares Brandão, Jair Zandoná, Organizadores: Janine Gomes da Silva e Vera Fátima Gasparetto
Estudo de caso
Sacerdócio: da escolha a renúncia

O trabalho possui 45 páginas. A proposta desse trabalho etnográfico é a realização de um estudo de caso, com objetivo de compreender os motivos que levam determinados jovens a optar pelo sacerdócio e posteriormente desistir dessa opção. O universo pesquisado é constituído por ex-seminaristas e padres que residem em Governador Valadares. A amostra é composta de quatro informantes, sendo que um deles é um padre que leciona no seminário e os outros três, são ex-seminaristas. Utilizou-se para o trabalho uma pesquisa bibliográfica buscando referências teóricas, e a entrevista semi-estruturada

  • Universidade Vale do Rio Doce
Tese
"Muitos são chamados, mas poucos escolhidos" - Um estudo sobre a vocação sacerdotal

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  • Universidade Estadual de Campinas
  • Mestrado
  • 1991

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