Instituto de Estudos de Gênero

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Tese
Aborto: As contradições do feminino

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  • Universidade Federal de Minas Gerais
  • Mestrado
  • 1988
Tese
Aborto: um olhar displicente da sociedade

Aborto: um olhar displicente da sociedade, tem por objetivo principal sistematizar a questão do aborto no Brasil. São abordados aspectos demográficos, econômicos, psicológicos, religiosos e sociais. Posteriormente faz-se uma revisão da literatura internacional e nacional. Também é analisado a questão religiosa e da legislação e os esforços para se descriminar o aborto no país. Conclui-se, procurando mostrar a necessidade da implantação de políticas que visem a descriminação/legalização do aborto.

  • Universidade Federal de Minas Gerais
  • Mestrado
  • 1993
Tese
Aborto como questão de saúde pública: Estudo da demanda de mulheres que recorreram ao hospital por complicações de aborto

Em Saúde Pública, não tem sido dada a devida ênfase ao estudo da interrupção provocada da gravidez, o aborto. O presente estudo se propôs a identificar determinadas características de natureza biológica, demográfica, social e institucional, em 2588 mulheres que tiveram sua gestação terminada em aborto, e que recorreram a um Hospital de zona urbana da Grande São Paulo, com complicações do aborto, de jan.78 a dez.82. Os resultados revelaram um aumento no atendimento de abortos, 13,6 aborto/parto, em 1978 para 11,8 em 1982; correlação entre idade, com estado marital, cor, ocupação e resultados gestacionais; < 20 anos (16,4%) eram não estáveis maritalmente (74,3%) e não brancas (52,6%); >= 20 anos a distribuição foi mais uniforme; 60% possuíam ocupações assalariadas-não especializada e a maioria não estáveis maritalmente; mulheres com 1 gestação anterior (G.A) mais de 50% das < 20 anos, tiveram como resultado 1 aborto, nas >= 20 anos foi 30; 72,4% das < 20 anos, com pelo menos 1 aborto anterior, eram não estáveis maritalmente, enquanto nas >= 20 anos, foi de 41,9%; houve correlação significativa entre idade da menarca (IM), idade na primeira relação sexual (IRS) e idade na primeira gravidez (IG) (primigestas); nas < 20 anos o tempo médio entre a IRS e IM foi 2,8 anos e entre a IG com IRS foi de 1,3 anos; a maior procura do serviço foi de quinta feira a sábado, no período de 18 a 23 horas. Considerando-se o progressivo aumento no número de atendimentos por complicações do aborto, a elevada proporção de complicações e abortos anteriores, especialmente em adolescentes, recomenda-se maior atenção na Saúde da Mulher, para que possa atuar com maior eficiência e eficácia, na questão do aborto.

  • Universidade de São Paulo
  • Doutorado
  • 1984
Tese
Contribuição para o estudo de mortalidade fetal espontânea na República Dominicana: Uma análise demográfica

Os níveis e tendências de mortalidade intra-uterina na República Dominicana no período de 1975-91 são analisados utilizando dados de pesquisas retrospectivas. Discute-se o efeito dos determinantes próximos das mudanças temporais de suas taxas e levanta-se hipóteses sobre aspectos substantivos de sua incidência demográfica. De 1975 a 1991 a taxa de perdas fetais total (TPT) apresentou um esquema de transição bem definido, descendo de 1.55 perdas/mulher para 0.63. O maior ritmo de queda foi verificado de 1975 a 1980 (média anual de 7.2 por centro), ocorrendo de 1980 a 1991 uma desaceleração da queda. Para avaliar os efeitos das variáveis determinantes das mudanças foi desenvolvido um modelo agregado de componentes, o qual integra as três etapas do processo reprodutivo: a exposição às relações sexuais, a regulação das concepções, e o risco de perdas fetais.

  • Universidade Federal de Minas Gerais
  • Doutorado
  • 1997
Tese
Parto e poder: o movimento pela humanização do parto no Brasil

Parto e Poder é um estudo antropológico que analisa as relações entre assistência ao parto e políticas de humanização desenvolvidas no Brasil e que atendem recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde). Um dos principais atores que protagoniza as ações em prol da humanização é a REHUNA (Rede de Humanização do Parto e do Nascimento), teia de movimento que abriga profissionais da saúde e ONGs ligadas ao feminismo. A pesquisa empírica enfoca, assim, a REHUNA (suas formas de organização e seu ideário), e também duas experiências institucionais de humanização da assistência: uma maternidade pública em Florianópolis, Santa Catarina e dois cursos de capacitação de parteiras tradicionais, no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Foram feitas, assim, três etnografias: da Rede, da Maternidade e dos Cursos, através de observação participante, entrevistas e histórias de vida. O movimento pela humanização do parto é visto como um desdobramento do parto sem dor, vanguarda obstétrica que veio da Europa nos anos 50, e que já explicitava as relações intrínsecas entre parto e política. O Parto Humanizado atual incorporou um ethos individualista-libertário, comum aos movimentos sociais pós-anos 70 e partilhado por camadas médias urbanas, as quais pertencem os ativistas da rede. Procura-se compreender como o feminismo é interpretado pelo movimento e se a humanização da assistência ao parto aponta para mudanças nas relações de gênero e de poder que historicamente constituíram o campo da assistência ao parto no Brasil.

  • Universidade Federal de Santa Catarina
  • Doutorado

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