Instituto de Estudos de Gênero
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Obras sobre “literatura”

122 resultados

Artigo
REVISTA “A MENSAGEIRA”: ALVORECER DE UMA NOVA ERA?

A Mensageira “revista literária dedicada à mulher brasileira”, lançada por Presciliana Duarte de Almeida (1867-1944), circulou em São Paulo, entre os anos de 1897 a 1900. Destinada à produção literária feminina, publicava também artigos que defendiam a emancipação das mulheres, reivindicando especialmente uma educação de qualidade. Em suas páginas figuravam nomes como os da escritora Júlia Lopes de Almeida (1862-1934) e da portuguesa Guiomar Torrezão (1844-1898), escritora e líder feminista.

  • Estudos Feministas, vol. 12, n.especial
  • 2004
Artigo
Crítica social e idéias médicas nos excessos do desejo: uma análise dos “romances para homens” de finais do século XIX e início do XX

Este artigo procura analisar a produção literária pornográfica desde a segunda metade do século XIX até o início do XX no Brasil. Também conhecidos como “leitura para homens” ou “romances para homens”, esses enredos alcançaram uma repercussão singular naquele período. Se, em um primeiro momento, essas narrativas, repletas de fantasias e desejos, tratavam de questões sociais e políticas, com a chegada do novo século, de modo evidente, elas passaram a estabelecer um estreito diálogo com as teorias médicas e científicas da época.

  • Cadernos Pagu, Quereres, v.28
  • 2007
Artigo
A belle époque das romancistas

O texto trata da presença crescente de romancistas mulheres no final do século XIX e início do século XX, o que transformou a paisagem literária da belle époque na França. Essa transformação foi notada com surpresa e contrariedade por alguns homens de letras que reagiam com comentários desqualificadores das obras dessas mulheres, muitas vezes fazendo afirmações estereotipadas sobre a inexistência nelas do dom de criar. Além de apontar a visibilidade que tais mulheres romancistas ganharam, a autora compara a maneira como apresentavam os personagens femininos e a relação entre os sexos com a forma como os romancistas homens construíam, na época, as suas narrativas. Na belle époque, o crescimento do número de leitoras, promovido pela ampliação da alfabetização feminina e de novas oportunidades de educação e aliado à atuação das feministas, parece ter proporcionado ambiente propício para que inúmeras mulheres abandonassem antigos pseudônimos masculinos e passassem a adotar pseudônimos femininos ou, até mesmo, a assinar seu próprio nome nos romances que escreviam.

  • Estudos Feministas, vol. 10, n.2
  • 2002
Artigo
Refutações ao feminismo: (des)compassos da cultura letrada brasileira

Ao considerar a força do discurso antifeminista no Brasil, examino como esse discurso aparece no âmbito do jornalismo cultural para então tecer algumas relações com a história social brasileira à luz da qual é possível compreender por que o feminismo como práxis transformadora parece tão fora dos hábitos do país. Procuro sustentar meu argumento a partir da leitura de obras de pensadores da história e da cultura brasileiras considerados “de esquerda” ao mesmo tempo em que pontuo os limites de suas análises, ou seja, o silenciamento sobre a opressão das mulheres e questões de gênero. A seguir, examino a persistência de diversas formas do antifeminismo no campo das Letras a fim de compreender o estatuto da crítica feminista no campo dos estudos literários e as razões de sua invisibilidade, com considerações sobre conquistas e limitações de suas práticas.

  • Estudos Feministas, vol. 14, n.3
  • 2006
Artigo
Cecília Meireles: imagens femininas

Ao traçar a trajetória da poeta Cecília Meireles, este artigo evidencia sua capacidade de perscrutar as coisas existentes para surpreender nelas o rasgo imperecível. Ao longo de sua obra, a autora convulsiona a lógica discursiva, renomeia os seres, transmuta-lhes os atributos, confundindo-os e encaminhando-os a um caos que pede urgência na reordenação do que seria um novo mundo.

  • Cadernos Pagu, Ciência, substantivo feminino, plural, v.27
  • 2006

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