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Sobre o CEDOCObras sobre “travestis”
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La repugnancia y la indignación constituyen emociones que permiten visualizar como se manifiestan socialmente las regulaciones culturales en torno a la diferencia de géneros y como se origina la violencia por lo diferente. En el colectivo travesti es hoy, donde más claramente se puede visualizar el funcionamiento de la lógica emocional de la abyección. En este trabajo persigo distinguir algunos aspectos que permitan entender las acciones y actitudes suscitadas por la repugnancia e indignación y sobre todo por qué se producen generando violencia hacia el colectivo travesti. La discusión teórica se apoya en testimonios obtenidos en entrevistas y análisis de fuentes documentales sobre el colectivo travesti en Argentina y Brasil, en los últimos diez años.
- Revista Gênero, v.8 n.2

O sonho do deslocamento entre Brasil-Europa pode ser encontrado de forma recorrente na bibliografia sobre a temática travesti. As modificações relativas ao tráfico de pessoas realizadas no Código Penal brasileiro, em 2005, possibilitam diversas interpretações para os termos facilitar e facilitação, criminalizando ações que, para este grupo, se constituíam, até então, como formas de sociabilidades. Argumento que o não reconhecimento da prostituição como um trabalho distancia essas travestis de outras brasileiras que trabalham indocumentadas, potencializando o envolvimento destas em situações de vulnerabilidade.
- Cadernos Pagu, Trânsitos, v.31

A partir de uma abordagem antropológica que dialoga com a teoria queer, analisamse três experiências de conjugalidade envolvendo travestis que se prostituem, discutindo-se os limites dessas relações, impostos pela visão de mundo que orienta as travestis, pessoas pertencentes em sua maioria às camadas populares e, de acordo com a hipótese que se coloca, tributárias de uma visão de mundo holista. Assim, observa-se que as relações conjugais vêm fortemente orientadas por perspectivas essencialista quanto ao sexo e ao gênero, atribuindo papéis rigidamente estabelecidos para cada parceiro. Ao naturalizar o sexo que exige um gênero supostamente coerente a essa anatomia que elas simplesmente não aceitam como destino, mantêm-se atadas à matriz heteronormatizadora. Informadas por uma gramática de conjugalidade heterossexual, elas encontram dificuldades em elaborar um outro léxico para as relações conjugais.
- Estudos Feministas, vol. 14, n.2

Esse artigo propõe uma discussão sobre a prostituição travesti, procurando evidenciar a importância dos territórios de prostituição como locais fundamentais para a construção do “ser travesti”. Através das diferentes categorias êmicas que classificam as travestis, sobretudo, no comércio sexual, é possível perceber a relação das travestis com os clientes. A violência das ruas, o uso de drogas, o sonho e a realidade da prostituição na Itália, temas abordados nessa análise, são atravessados pelos afetos, disputas, demarcações territoriais e o sentido das relações afetivas e comerciais.
- Cadernos Pagu, Mercado do sexo, v.25

O movimento de gays, lésbicas e travestis surgiu em 1978 no meio da abertura política e da oposição à ditadura militar. A publicação do jornal mensal Lampião da Esquina voltado aos homossexuais, e as influências de movimentos políticos e sociais nacionais e o movimento gay-lésbicas internacional inspiraram a formação em São Paulo do Grupo Somos: Grupo de Afirmação Homossexual - a primeira organização política dos gays e lésbicas duradoura e bem-sucedida no país. Em seguida, surgiram outros grupos, mas divergências políticas sobre os rumos do movimento desanimaram muitos participantes, levando a um declínio dramático de atividades no começo dos anos 80. A resposta à AIDS e à violência contra gays, lésbicas e travestis, em meados dos anos 80, reanimou o movimento que começou a se reorganizar nos anos 90, formando a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis, que expandiu sua participação internacional e organizou a marcha de 110000 em São Paulo em junho de 2000.
- Cadernos Pagu, Gênero, ciências, história, v.15
