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Sobre o CEDOCObras sobre “família”
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O artigo resulta de três pesquisas interligadas realizadas na Grande Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no período compreendido entre 2005 e 2010. A partir da perspectiva dos estudos culturais e de gênero pós-estruturalistas, e tomando gênero e vulnerabilidade como ferramentas teórico-metodológicas, examinamos três programas governamentais de 'inclusão social', perguntando-nos: as noções de família que são produzidas, veiculadas e modificadas neles contribuem para (re)produzir, diminuir ou manter a vulnerabilidade que se propõem a modificar ou romper? A partir desse exame, argumentamos que tais programas operam com uma gramática que institui 'a' família como alvo preferencial da 'inclusão social' e que eles interpelam determinados sujeitos e grupos sociais posicionando-os, ao mesmo tempo, tanto como responsáveis por problemas sociais complexos quanto por sua resolução.
- Estudos Feministas, vol. 20, n.2

Este ensaio discute o processo de construção de gênero e de representações sociais sobre mulheres desquitadas no incício do século XX, a partir da análise de práticas discursivas em artigos do primeirio Código Civil brasileiro instituído em 1916 e de processos de desquite ocorridos na comarca de Montes Claros (MG) entre os anos de 917 e 1936. Nestes discursos, as mulheres transitavam como vítimas inocentes ou corruptoras da família e de normas sociais.
- Revista Gênero, v.8 n.2

Através de um percurso na literatura sobre cultos afro-brasileiros, este artigo procura problematizar as formas pelas quais questões de gênero são tratadas em alguns trabalhos antropológicos recentes. Valoriza particularmente o tratamento que é dado à perspectiva das mulheres a respeito dos conflitos que vivem na esfera da família e a forma por meio da qual integram as entidades ‘sobrenaturais’ em suas vidas. Discute também de que modo uma perspectiva antropológica objetivista pode dificultar o reconhecimento da construção religiosa que dá sentido a certas relações de gênero.
- Estudos Feministas, vol. 13, n.2

Este artigo procura discutir as práticas e representações em torno do casamento a partir da trajetória de mulheres e homens pertencentes a distintos segmentos sociais, que viveram em Belém durante o período de expansão da economia da borracha. Para tanto, foram consultados inventários, processos civis e criminais, matérias de periódicos e fontes eclesiásticas.
- Cadernos Pagu, Mudanças, v.30

Nos parágrafos a seguir, para refletir sobre temas como a "identidade palestina" ou “a família árabe”, tentarei demonstrar, a partir do estudo etnográfico de famílias morando em Chuí, o quanto a identidade territorial tem a ver com aspectos da vida familiar. Entre viagens de retorno (que introduzem jovens “brasileiros” no convívio com primos, tios e tias na Palestina), relações familiares (na diáspora, vínculos travados na cidade de Chuí e outras localidades no Brasil e no exterior), e acontecimentos internacionais recentes -- não será uma única explicação que dará a entender a recriação e a pertinência de uma identidade social calcada no reconhecimento de uma origem e um destino comum.
- Cadernos Pagu, Repensando relações familiares, v.29
