Instituto de Estudos de Gênero
Palavra-chave

Obras sobre “família”

79 resultados

Artigo
De sogra para nora para sogra: redes de comércio e de família em Moçambique

Levando em conta a perspectiva histórica, examino, neste artigo, a relação entre uma nora e uma sogra hindu numa rede migratória que envolve Diu – Índia, Moçambique, Portugal e Inglaterra. Esta reflexão faz parte de uma pesquisa sobre a família hindu em Moçambique, estabelecendo um diálogo crítico comestudos que analisam a família hindu como o lugar de reserva das marcas identitárias das populações às quais se atribui origem indiana em África. Inspirada na literatura antropológica, que enfatiza a relação entre os sistemas de relação e o tempo, procuro destacar a flexibilidade das hierarquias das quais participam as mulheres casadas indianas no contexto contemporâneo de Moçambique.

  • Cadernos Pagu, Repensando relações familiares, v.29
Artigo
A DEFINIÇÃO DO ACOMPANHANTE NO PARTO: UMA QUESTÃO IDEOLÓGICA?

Discursos médicos, jurídicos e sanitaristas reconhecem a importância que tem a presença do acompanhante no parto. Porém, a definição dessa personagem varia nos diversos discursos em pauta. Descrevemos padrões de acompanhamento na cena do parto em um serviço de saúde ‘alternativo’ com uma proposta de parto ambulatorial realizado fora do hospital, assistido por obstetrizes, discutindo sua relação com as diferentes formas de sociabilidade, inclusive de relações de gênero, existentes entre as mulheres e os homens de distintas origens sociais que freqüentavam esse serviço. Por fim, discutimos os limites impostos, sobretudo pela legislação estadual de São Paulo e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, ao leque de ‘opções’ de acompanhante(s) elegidas pelas parturientes e aos membros de suas redes de relações.

  • Estudos Feministas, vol. 10, n.2
Artigo
Modelos nacionais e regionais de família no pensamento social brasileiro

As revisões sobre os estudos clássicos de família no Brasil convergem na crítica ao patriarcalismo como modelo genérico e fixo de descrição dessa instituição, propondo que a família brasileira era uma pluralidade dispersa de experiências. Sugerimos que já nas narrativas ensaísticas sobre a identidade nacional existem modelos plurais de família brasileira, diversificados em termos da compreensão dos arranjos locais de relações familiares. Com esse objetivo, relemos, sob o eixo família-nação-região, dois conjuntos de ensaístas significativos para a construção de identidades regionais particulares (primeiro, Alfredo Ellis Jr. e Cassiano Ricardo; segundo, Alceu Amoroso Lima e Sylvio de Vasconcellos), pensadores/produtores de visões de São Paulo e de Minas Gerais, respectivamente, enquanto culturas e sociedades em grande parte caracterizadas por suas experiências de organização familiar própria.

  • Estudos Feministas, vol. 9, n.2
Artigo
``Uma familia de mulheres´´: Ensaio etnográfico sobre homoparentalidade na periferia de São Paulo

No presente artigo,1 buscarei refletir sobre uma família recomposta homoparental feminina da periferia da cidade de São Paulo, no que concerne à conjugalidade, ao relacionamento com as filhas, com a família extensa e com o ex-marido. Analisam-se possíveis variáveis que influenciam na forma como a lesbianidade é tratada e vivida e como diferentes posições relativas à questão podem levar a distintos arranjos familiares. No caso enfocado, a vivência de uma militância política e a concepção de lesbianidade como “condição” levam a uma publicização da mesma que terá repercussões na configuração dessa família. Por fim, partindo de uma consideração acerca dos dados etnográficos pesquisados, repenso a própria noção de lesbianidade e de pluriparentalidade.

  • Estudos Feministas, vol. 14, n.2
Artigo
Familiso (anti)homosexual e regulação da cidadania no Brasil

Pouco mais de dez anos depois da apresentação do projeto de lei que institui a parceria civil entre pessoas do mesmo sexo, neste artigo são reunidas reflexões, no âmbito do debate teórico e político, sobre as relações afetivo-sexuais entre homossexuais como uma expressão da diversidade da instituição social família. O ponto de partida é que o vazio jurídico relativo aos direitos conjugais e parentais de gays e lésbicas é uma expressa negação de sua condição de cidadãos. Procura-se mostrar que a vivência de relacionamentos amorosos e sexuais, algo que nos faz intrinsecamente humanos, ainda é, em termos legais, uma prerrogativa heterocêntrica, marca da injustiça erótica e da opressão sexual que atinge gays e lésbicas no Brasil e na maior parte do planeta.

  • Estudos Feministas, vol. 14, n.2

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