Instituto de Estudos de Gênero
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Projetos de pesquisa
Ciência e gênero: a menopausa em mulheres de orientação homoerótica

PROJETO DE TESE A respeito da menopausa, fenômeno da vida feminina caracterizada pelo fim da menstruação com a consequente parada da fecundidade, foram constituídos ao longo do tempo diversos discursos, sendo os da biomedicina e os das feministas e estudiosas de gênero, os que interessam diretamente a esta tese. Estes discursos, apesar de suas importantes diferenças, têm em comum a abordagem da menopausa do ponto de vista heterossexual. Problematizando a heterossexualidade, pode-se dizer que esta é pressuposta a qualquer ciência, havendo resistências em sua análise enquanto categoria cultural. Dado essa lacuna e a partir de uma abordagem qualitativa, pesquisando as condições da menopausa em mulheres com orientação homoerótica, buscarei responder se e/ou até que ponto a orientação sexual influencia nas vivências da menopausa

  • Universidade Federal de Santa Catarina
Trabalho de Conclusão de Curso
Técnicas Corporais e Gênero: Um estudo sobre a construção das identidades travestis no centro de Belém-PA

O presente trabalho possui como tema o gênero e a sexualidade das travestis do centro de Belém do Pará. Possui como objetivo identificar e analisar as técnicas corporais que identificam e caracterizam o corpo travesti. Para identificar as técnicas, foi utilizado o método de observação participante com o grupo de estudo. A construção de uma identidade travesti se forma com base no modelo de gênero socialmente construído, o corpo travesti possui ao mesmo tempo um feminino e um masculino. Um feminino, todo particular, pensado e construído a sua maneira e ao mesmo tempo um masculino, inscrito no corpo biológico. Essa construção de um corpo travesti, entende-se como técnica corporal, pois, é no corpo e através dele que as pessoas são identificadas como travestis

  • Universidade Federal do Pará
Tese
Homens no mercado do sexo: fluxos, territórios e subjetivações

Esta tese de doutorado em Psicologia buscou cartografar territórios existenciais que se constituem nas experiências de homens que atuam no mercado do sexo. Inicialmente, foram apresentados alguns debates contemporâneos sobre prostituição, trabalho sexual e mercado do sexo. Destacaram-se algumas produções discursivas sobre a prostituição masculina, prática que historicamente esteve atrelada ao campo do desvio e das dissidências sexuais. A escolha teórico-metodológica que orientou a pesquisa foi balizada principalmente pelos princípios de cartografia (Deleuze e Guattari), de uma cartografia queer (Preciado) e de uma teoria radical do sexo (Rubin). Como estratégia de pesquisa, optou-se transitar por algumas redes pelas quais os garotos de programa circulam; conhecer e frequentar os territórios nos quais esses sujeitos atuam; problematizar imbricamentos macro e micropolíticos na constituição desses territórios; e, no diálogo com os boys, escutar suas histórias e narrativas de si. Para o traçado das cartografias, foram realizadas observações participantes nas chamadas "saunas gays" (estabelecimentos comerciais destinados a sociabilidades lúdicas e ao intercâmbio sexual entre homens) que permitiam o exercício do trabalho sexual de garotos de programa. O pesquisador frequentou saunas nas três capitais da região sul do Brasil (Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC) e Curitiba (PR)) e na capital paulista (São Paulo). Além das observações sobre as dinâmicas desses territórios, pôde-se conversar, de maneira informal, com vários homens trabalhadores do sexo que atuavam nesses espaços. Também foram realizadas entrevistas em profundidade com onze garotos de programa que trabalhavam em saunas dessas quatro cidades. As saunas foram problematizadas como pontos de territorialização do trabalho sexual, ou seja, se constituíam, para aqueles com os quais se pôde dialogar, como os principais territórios para o exercício do trabalho sexual, pelo menos naquele momento de suas vidas. Porém, como se nota ao longo dos capítulos, o trabalho sexual e o mercado do sexo não estão restritos a uma única territorialidade, mas estão articulados a diversas redes de circulação e em relações de agenciamentos com variados fluxos. A partir da escuta das narrativas dos interlocutores, foram analisados, desde diferentes ângulos, alguns vetores de territórios existenciais constituídos nos fluxos do mercado do sexo. Assim, foram problematizados os fluxos, códigos e territórios movimentados nas dinâmicas dos mercados do sexo; os modos pelos quais alguns homens aprendem o trabalho sexual e a se posicionar como garotos de programa; o caráter performativo das posicionalidades de sujeitos acionadas nessas práticas; os deslocamentos e migrações (trans)nacionais motivados pelo trabalho sexual; a construção das materialidades do corpo dos boys; entre outros temas.

  • Universidade Federal de Santa Catarina
  • Doutorado
Livro
Revista de Ciências Humanas - Temática: Fazendo Gênero

Publicação semestral editada pelo Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (Vol.15, N. 21, Abril 1997). "Divulga a reflexão de um tema tão importante como o das representações que são construídas sobre o masculino e feminino; afinal são elas que regem as relações entre homens e mulheres que, como constataremos no decorrer dos textos, ainda estão longe de alcançar a tão almejada igualdade. Esse número é o resultado de um Encontro Interdisciplinar e isto é muito produtivo, pois, diferente das categorias colonizadas por determinados ramos do conhecimento, o gênero tem permeado, como categoria de análise, as mais diferentes disciplinas, constituindo-se como um campo de estudo fluído e crescente."

  • Português
  • Centro de Filosofia e Ciências Humanas - Universidade Federal de Santa Catarina
Livro
Masculino, feminino, plural

Masculino, feminino, plural é a terceira coletânea de artigos sobre gênero que a Editora Mulheres publica como desdobramento de sua Série Ensaios. Em masculino, feminino, plural: gênero na interdisciplinaridade, encontramos textos que refletem as significativas diferenças teóricas, para a abordagem da problemática do gênero, presentes hoje na produção acadêmica brasileira. Além de apontarem para a originalidade da temática brasileira, os ensaios aqui reunidos revelam uma preocupação em dialogar com os debates sobre gênero e sexualidade que se fazem hoje no plano internacional.

  • Português
  • Joana Maria Pedro

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