Instituto de Estudos de Gênero
Palavra-chave

Obras sobre “raça”

99 resultados

Artigo
Massais, mulatas, meretrizes: imagens da sexualidade feminina no Rio de Janeiro dos anos 1920

A década de 1920 foi marcada por ansiedades masculinas: homens de elite e classe média pareciam extremamente preocupados com a “"invasão"” do espaço público por mulheres. Este artigo estuda a resposta dada por estes homens ao fenômeno, com ênfase especial à extrema sexualização atribuída por estes contemporâneos às jovens mulheres e às comparações feitas entre seus comportamentos e o de prostitutas, afro-brasileiras e “"selvagens"”.

  • Cadernos Pagu, Cara, cor, corpo, v.23
Artigo
Uma brasileira: a outra história de Julia Mann

O texto parte da recente valorização da origem brasileira de Julia Mann, a matriarca da célebre família de escritores alemães, para discutir o tema da nacionalidade associado às categorias de gênero e raça. Discutimos a historicidade de categorias sociais e como estas determinam a autocompreensão dos indivíduos. A sociedade alemã do século XIX caracterizou Julia como brasileira e, apesar do estigma que isto representava, ela utilizou-se desta origem ?exótica? como forma de autocompreensão e resistência.

  • Cadernos Pagu, Erotismo: prazer, perigo, v.20
Artigo
Dualismos em duelo

Os modos europeus e norte-americanos de entender como funciona o mundo dependem em grande parte do uso de dualismos –- pares de conceitos, objetos ou sistemas de crenças opostos. Este ensaio enquadra especialmente três deles: sexo/gênero, natureza/criação e real/construído. Embora este texto verse sobre gênero, discuto regularmente o modo como as idéias de raça e gênero surgem a partir de supostos subjacentes sobre a natureza física do corpo. Entender como operam raça e gênero -– em conjunto e independentemente –- nos ajuda a compreender melhor como o social se torna corporificado.

  • Cadernos Pagu, Desafios da equidade, v.17_18
Artigo
"Sexo tropical": comentários sobre gênero e ?raça? em alguns textos da mídia brasileira

Neste artigo exploro como alguns textos da mídia, que tratam do ?turismo sexual?, apresentam diversas categorias de diferenciação social. Vários artigos publicados sobre este tema em revistas brasileiras de circulação semanal e mensal relacionam gênero, classe, ?cor? e ?nacionalidade? de uma maneira que resulta particularmente significativa quando contextualizados através de outros textos das mesmas revistas. O jogo de entrelaçamento/omissão destas categorias torna a leitura do material instigante à luz das discussões acadêmicas feministas recentes que, pondo cada vez mais em questão a centralidade necessária do gênero, consideram fundamental a incorporação de ?outras? categorias de diferenciação social como ?marcas? a serem contempladas na análise de contextos específicos.

  • Cadernos Pagu, Raça e gênero, v.6_7
Artigo
Sobre a invenção da mulata

Boa parte dos autores que trabalham com o sistema de classificações raciais no Brasil subscreve a descrição que Patrícia Birman faz dele: ?privilegia-se um certo continuum de relações ao invés de estabelecer campos com fronteiras em domínios excludentes?. Tal sistema, ?que permite a seus integrantes possuir posições variadas, referidas a mais de uma dimensão?, tornaria de difícil aplicação a noção de identidade. Exatamente o oposto parece ocorrer com o sistema de classificações de gênero no qual o par masculino/feminina tenta estabelecer com clareza aquelas fronteiras, isto é, desmentir, simbólica ou socialmente, a possibilidade de um continuum entre os dois pólos. Na literatura sobre a questão das relações raciais, a figura do mulato é sempre invocada como prova daquela escala; já a da mulata que pareceria oferecer a resolução cultural dessa incompatibilidade entre o sistema de classificações racial e o de gênero, pouco se fala. Mas como se constituiu historicamente essa figura tão contraditória, que parece ora renegar, ora confirmar um e outro sistema? Figura tão idêntica a si mesmo nos discursos médicos, literários ou carnavalescos que a singularizaram com tanta nitidez que parece não haver nenhuma descontinuidade entre a mulata das lavagens do Bonfim dos tempos de Nina Rodrigues e a ?mulata globeleza? dos dias de hoje.

  • Cadernos Pagu, Raça e gênero, v.6_7

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