Instituto de Estudos de Gênero
Palavra-chave

Obras sobre “violência”

276 resultados

Artigo
Contando estórias e inventando metodologias para discutir a violência contra as mulheres

Neste artigo discorro sobre a importância de se criar metodologias alternativas para trabalhar com a violência contra as mulheres dentro do campo da psicologia. Produções artísticas como a literatura, o teatro, a contação de histórias, entre outras, possibilitam o questionamento de identidades fixas e binárias na regulação de gênero e podem permitir a reconstrução de normas identitárias por meio de enunciados e gestos inéditos, ensejadores de novos mapas que abarquem as diferenças e refutem as normalizações. Trago a possibilidade de pensar a inserção do/a psicólogo/a nesse debate, amparada em dispositivos artísticos como estratégias de resistência e construção de subjetividades dissidentes, e exemplifico essa narrativa trazendo a estória de Branca e José Pássaro Volante, personagens da obra de Lídia Jorge em “O dia dos prodígios”.

  • Estudos Feministas, vol. 22, n.1
  • 2014
Artigo
Queixosas e valentes: as mulheres e a visibilidade da violência cotidiana

O estudo tem por objetivo apresentar algumas reflexões sobre as mulheres das classes populares, suas ações e táticas a respeito das diferentes formas de violência sofridas no cotidiano de Novo Hamburgo (RS). Para tanto, trabalhamos com as ocorrências policiais registradas no Livro de Queixas desse município, entre o período de 1919 a 1924. A partir das queixas, buscamos (re)pensar o papel das mulheres e suas práticas em meio a uma sociedade envolta pelos conflitos e tensões vinculados às relações de gênero. Os registros policiais, como fonte de pesquisa, contribuem de forma significativa para pensarmos a complexidade histórica da região do Vale do Rio dos Sinos e, mais especificamente, a respeito das mulheres e suas ações no espaço em estudo.

  • Estudos Feministas, vol. 21, n.3
  • 2013
Artigo
Na escola se aprende que a diferença faz a diferença

Neste artigo, problematizo os limites das instituições sociais em lidar com os sujeitos que fogem às normas de gênero. Deter-me-ei principalmente nas respostas que a escola tem dado aos/às estudantes que apresentam performances de gênero que fogem ao considerado normal.

  • Estudos Feministas, vol. 19, n.2
  • 2011
Artigo
Violencia, repugnancia y indignación: las travestis como lo otro abyecto

La repugnancia y la indignación constituyen emociones que permiten visualizar como se manifiestan socialmente las regulaciones culturales en torno a la diferencia de géneros y como se origina la violencia por lo diferente. En el colectivo travesti es hoy, donde más claramente se puede visualizar el funcionamiento de la lógica emocional de la abyección. En este trabajo persigo distinguir algunos aspectos que permitan entender las acciones y actitudes suscitadas por la repugnancia e indignación y sobre todo por qué se producen generando violencia hacia el colectivo travesti. La discusión teórica se apoya en testimonios obtenidos en entrevistas y análisis de fuentes documentales sobre el colectivo travesti en Argentina y Brasil, en los últimos diez años.

  • Revista Gênero, v.8 n.2
  • 2008
Artigo
Rostos invisíveis da violência armada: um estudo de caso sobre o Rio de Janeiro

Atualmente assistimos à proliferação global de um tipo específico de conflito violento: elevadas concentrações da violência armada em uma escala micro, que ocorrem em grande medida nas áreas periféricas de grandes centros urbanos, e que têm como atores principais (vítimas diretas e perpetradores) jovens de classes sociais marginalizadas. O Brasil, e o Rio de Janeiro em particular, constitui um claro exemplo deste tipo de conflito. Apesar de não viver uma guerra declarada, a cidade tem uma das mais elevadas taxas de mortes por armas de fogo do munto. Este contexto de conflito (armado) violento tem impactos específicos nas vidas de mulehres e homens. No entanto, uma vez que não são consideradas o principal "grupo de risco", os mecanismos existentes são freqüentemente insuficientes para entendermos a complexidade das formas de envolvimento do sexo feminino na violência armada, bem como os impactos que esta violência tem nas suas vidas. Com este artigo, pretendo analisar silêncios e invisibilidades neste cenário: os papéis de mulheres e meninas no contexto específico do Rio de Janeiro, bem como os impactos que a violência perpetrada com armas de foto tem nas suas vidas.

  • Revista Gênero, v.8 n.2
  • 2008

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