CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
Parto e Poder é um estudo antropológico que analisa as relações entre assistência ao parto e políticas de humanização desenvolvidas no Brasil e que atendem recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde). Um dos principais atores que protagoniza as ações em prol da humanização é a REHUNA (Rede de Humanização do Parto e do Nascimento), teia de movimento que abriga profissionais da saúde e ONGs ligadas ao feminismo. A pesquisa empírica enfoca, assim, a REHUNA (suas formas de organização e seu ideário), e também duas experiências institucionais de humanização da assistência: uma maternidade pública em Florianópolis, Santa Catarina e dois cursos de capacitação de parteiras tradicionais, no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Foram feitas, assim, três etnografias: da Rede, da Maternidade e dos Cursos, através de observação participante, entrevistas e histórias de vida. O movimento pela humanização do parto é visto como um desdobramento do parto sem dor, vanguarda obstétrica que veio da Europa nos anos 50, e que já explicitava as relações intrínsecas entre parto e política. O Parto Humanizado atual incorporou um ethos individualista-libertário, comum aos movimentos sociais pós-anos 70 e partilhado por camadas médias urbanas, as quais pertencem os ativistas da rede. Procura-se compreender como o feminismo é interpretado pelo movimento e se a humanização da assistência ao parto aponta para mudanças nas relações de gênero e de poder que historicamente constituíram o campo da assistência ao parto no Brasil.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Doutorado
O trabalho relata a elaboração, implementação e a avaliação de um marco conceitual de abordagem cultural para assistir mulheres e recém-nascidos que estavam vivenciando o processo do nascimento. A elaboração do marco conceitual fundamentou-se na perspectiva do nascimento como um rito de passagem e foi desenvolvida para dar direção ao "Processo de Caminhar Juntos", atuando como um guia de orientação para permitir o constante diálogo entre teoria e prática. O "Processo de Caminhar Juntos" representa a aplicação de quatro fases que ocorrem de maneira complementar e concomitante durante toda a prática assistencial. Nesta perspectiva, a enfermeira atua buscando a constante ação/reflexão com os co-participantes do estudo, para a obtenção de ritos de cuidado culturalmente congruentes que contribuam para o processo de viver saudável. Sua implementação ocorreu em Florianópolis - SC e estendeu-se de abril a agosto de 1993. Durante esse período, enfermeira, mulheres e recém-nascidos começaram a interagir na instituição-maternidade, logo após o momento pós-parto e, posteriormente, deslocaram-se aos domicílios, até que os recém-nascidos completaram um mês de vida. Na análise dessa prática a autora validou a possibilidade e importância de desenvolver um marco conceitual de referência cultural. Os resultados mostraram que o marco conceitual elaborado e implementado na prática foi adequado permitindo, além de sua validação, seu aprofundamento. O processo de enfermagem desenvolvido permitiu que se consolidasse a proposta de integração dos aspectos culturais, além de contribuir para a ampliação do significado de se preservar, acomodar e reorganizar os ritos de cuidado populares e profissionais durante a prática assistencial.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Mestrado
PROJETO DE TESE A respeito da menopausa, fenômeno da vida feminina caracterizada pelo fim da menstruação com a consequente parada da fecundidade, foram constituídos ao longo do tempo diversos discursos, sendo os da biomedicina e os das feministas e estudiosas de gênero, os que interessam diretamente a esta tese. Estes discursos, apesar de suas importantes diferenças, têm em comum a abordagem da menopausa do ponto de vista heterossexual. Problematizando a heterossexualidade, pode-se dizer que esta é pressuposta a qualquer ciência, havendo resistências em sua análise enquanto categoria cultural. Dado essa lacuna e a partir de uma abordagem qualitativa, pesquisando as condições da menopausa em mulheres com orientação homoerótica, buscarei responder se e/ou até que ponto a orientação sexual influencia nas vivências da menopausa
- Universidade Federal de Santa Catarina
Considerar a contribuição e os desdobramentos que a série de eventos do Seminário Internacional Fazendo Gênero repercutem nos diferentes contextos e campos dedicados aos feminismos e estudos de gênero desde sua primeira edição – ocorrida ainda no século passado – vão ao encontro de seu compromisso em mobilizar debates em torno desses temas. Sediado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Fazendo Gênero tem sido pensado e organizado pelas pesquisadoras, parceiras e colaboradoras vinculadas ao Instituto de Estudos de Gênero (IEG/UFSC) e, desde sua criação, é marcado pela insígnia do esforço coletivo em promover um espaço de interlocução. Este livro congrega textos acadêmicos, artivistas, contribuições artísticas e relatos de experiência pensados a partir das discussões realizadas durante o 12º Seminário Internacional Fazendo Gênero, ocorrido de forma virtual em 2021.
- Português
- Alessandra Soares Brandão, Jair Zandoná, Organizadores: Janine Gomes da Silva e Vera Fátima Gasparetto
O trabalho possui 45 páginas. A proposta desse trabalho etnográfico é a realização de um estudo de caso, com objetivo de compreender os motivos que levam determinados jovens a optar pelo sacerdócio e posteriormente desistir dessa opção. O universo pesquisado é constituído por ex-seminaristas e padres que residem em Governador Valadares. A amostra é composta de quatro informantes, sendo que um deles é um padre que leciona no seminário e os outros três, são ex-seminaristas. Utilizou-se para o trabalho uma pesquisa bibliográfica buscando referências teóricas, e a entrevista semi-estruturada
- Universidade Vale do Rio Doce



