Instituto de Estudos de Gênero
Palavra-chave

Obras sobre “cultura”

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Artigo
A psicanálise e o dispositivo diferença sexual

Diante da nova cartografia das relações entre gêneros e das sexualidades na cultura contemporânea, pretendemos discutir em que medida a psicanálise se apresenta como mais um dispositivo da sexualidade tal como concebido por Foucault, o qual procura reinstaurar o modelo tradicional da diferença sexual, através da reiteração da norma heterossexual da dominação masculina. Além disso, indagamos ainda em que medida a psicanálise pode permanecer como uma teoria crítica e uma prática clínica que permita uma relação produtiva com as novas configurações de gênero no contemporâneo, abrindo brechas para a concepção de novas formas de subjetivação. Com esse objetivo analisaremos o debate psicanalítico sobre 1) os deslocamentos do feminino e a positivação da feminilidade; 2) o casamento homossexual e a homoparentalidade e 3) a clínica da transexualidade

  • Estudos Feministas, vol. 17, n.3
  • 2009
Artigo
Corpo e identidade na propaganda

Ainda que pensada de maneira plural, identidade tem sido tomada por muitos autores como o cerne da constituição dos indivíduos que, todo o tempo, parecem ser interpelados sobre sua localização neste cenário cada vez mais diversificado. Este artigo propõe explorar esses chamados às identificações permeadas, particularmente, por construções de gênero e sexualidade. O recorte aqui privilegiado centra-se em propagandas vencedoras de festivais nacionais e em peças veiculadas em revistas de entretenimento. A análise das imagens e dos recursos de linguagem utilizados busca apreender como a propaganda reifica ou desestabiliza noções de gênero e sexualidade percebidas como tradicionais.

  • Estudos Feministas, vol. 15, n.1
  • 2007
Artigo
Os destinos da diferença sexual na cultura contemporânea

Parte-se de uma reflexão sobre as mudanças ocorridas no campo das sexualidades como conseqüência do movimento feminista nos últimos 50 anos, principalmente a ruptura das fronteiras entre homem–público e mulher–privado, para, a partir daí, demonstrar como deslocamentos do feminino em meio à crise do masculino constituem um novo topos para pensar a diferença entre os sexos na cultura contemporânea. Em seguida, com base em algumas das principais teorias sobre a questão da diferença na atualidade, procura-se pensar que não estaríamos nem mais em um território totalmente ancorado na ‘dominação masculina’, nem tampouco em um terreno caracterizado pela total ‘indiferença’. Uma nova possibilidade de diferenciação se anuncia e com ela um novo esboço do feminino.

  • Estudos Feministas, vol. 11, n.2
  • 2003
Artigo
Refutações ao feminismo: (des)compassos da cultura letrada brasileira

Ao considerar a força do discurso antifeminista no Brasil, examino como esse discurso aparece no âmbito do jornalismo cultural para então tecer algumas relações com a história social brasileira à luz da qual é possível compreender por que o feminismo como práxis transformadora parece tão fora dos hábitos do país. Procuro sustentar meu argumento a partir da leitura de obras de pensadores da história e da cultura brasileiras considerados “de esquerda” ao mesmo tempo em que pontuo os limites de suas análises, ou seja, o silenciamento sobre a opressão das mulheres e questões de gênero. A seguir, examino a persistência de diversas formas do antifeminismo no campo das Letras a fim de compreender o estatuto da crítica feminista no campo dos estudos literários e as razões de sua invisibilidade, com considerações sobre conquistas e limitações de suas práticas.

  • Estudos Feministas, vol. 14, n.3
  • 2006
Artigo
A dinâmica de gênero nos jogos de futebol apartir de uma etnografia

O futebol é tido no Brasil como um jogo com forte conotação masculinizante e, como tal, desaconselhado às meninas. O objetivo deste artigo é mostrar, a partir de uma configuração social concreta, como a dinâmica que se desenrola no interior do jogo faz com que ele seja percebido como uma atividade talhada para homens, embora nem todos os homens se conformem ao padrão de masculinidade hegemônico no futebol. Evidencio, em perspectiva etnográfica, algumas estratégias para fazer frente à exclusão sugerida às meninas.

  • Revista Gênero, v.7 n.2
  • 2007

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