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Sobre o CEDOCObras sobre “sexualidade”
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Revista Veja edição especial Mulher (1994) com os temas principais: Mulher e sociedade, mulher e trabalho, mulher e poder, mulher e família, mulher e saúde, mulher e mulher, sexualidade, religião e uma matéria sobre Lucy Aguiar, militante da CUT.

A partir de uma comparação entre os discursos da pornografia e da sexologia, este artigo explora questões sobre as variadas manifestações da sexualidade na cultura, a construção de roteiros eróticos e as operações através das quais o sexo é materializado através de instâncias de produção de verdade. Embora pareça inusitado, sugerimos que estes dois exemplos são saberes sexuais que compartilham referências e formas de atuação que nos fazem pensar a respeito da preeminência de certas normas de gênero e de interpretações contemporâneas acerca da produção da materialidade do sexo.
- Estudos Feministas, vol. 24, n.3

Este artigo busca se aproximar da economia do desejo em seus íntimos vínculos com as relações raciais que marcam as saunas de michê em São Paulo. Depois de descrever algumas características de uma etnografia nas saunas de michê e indagar sobre suas especificidades, o texto passa a analisar a dupla inserção do corpo negro (como objeto de desejo e, simultaneamente, como objeto de repulsa) nesses espaços, bem como a refletir sobre a categoria “moreno”. O artigo finaliza sugerindo que as saunas apresentam um desejo racializado.
- Estudos Feministas, vol. 24, n.1

Neste artigo apresentamos uma análise genealógica acerca da composição de movimentos que se propõem a pensar a cibercultura enquanto ferramenta política usada para abrir espaços para modos de vida não misóginos e não heteronormativos; tal contexto é denominado aqui como tecnopolítica de gênero/sexualidade. Tendo como principal foco os jogos digitais e buscando entender as condições que possibilitaram a emergência de uma parada LGBT em um deles, abordamos os movimentos Cyberpunk, Ciberfeminsta, Girl Games Movement e Cyberqueer, refletindo acerca das potências contingentes aos ambientes ciberculturais e de seu estatuto diferencial na constituição de outras vivências e construções de gênero/sexualidades.
- Estudos Feministas, vol. 22, n.1

A partir de uma etnografia feita com homens que se apresentam como Macho ou Brother em salas de bate-papo dirigidas a um público gay e bissexual da cidade de São Paulo, este artigo explora como eles articulam plataformas de busca de parceiros com o objetivo de criar relações em segredo. Esses homens apresentam-se e buscam parceiros que se descrevem como “discretos” e “fora do meio gay”, forjando relações dentro do regime de controle da sexualidade conhecido como armário. Busco expor e compreender as normas de sexualidade e gênero que regem o armário desses usuários, os quais buscam manter seu status heterossexual mesmo tendo relações amorosas e/ou sexuais com outros homens.
- Estudos Feministas, vol. 21, n.1
