Instituto de Estudos de Gênero
Palavra-chave

Obras sobre “sexualidade”

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Artigo
Homossexualidade e Educação Infantil: Bases para a Discussão da Heterossocialização na Infância

Este artigo discute a construção da identidade de gênero na infância e analisa as interações entre professoras e crianças em geral e, especialmente, as crianças que transgridem os padrões de gênero que lhes são impostos. Trata de um processo de socialização de gênero caracterizada por uma disciplina heteronormativa de controle, regulação e normatização dos corpos e dos desejos de meninas e meninos na educação infantil. Revela os espaços da pré-escola como espaços de encontro, confronto e convívio com a diversidade. Nesse contexto, as possibilidades de produção, reprodução e resistência à discriminação de gênero interagem de maneira complexa e colocam-nos muitos desafios.

  • Revista Gênero, Vol. 12, n. 2
Artigo
Cenas de um projeto pedagógico sobre diversidade sexual, relações de gênero e direitos humanos

Este artigo se refere aos desafios enfrentados por uma escola pública ao propor um projeto pedagógico pautado pelas diretrizes do respeito aos direitos humanos da diversidade sexual. Para tanto, utiliza dados que expõe a dificuldade de se implementar um discurso de cidadania extensivo aos grupos associados ao segmento LGBTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). Nesse sentido, o texto reflete sobre o fato de a proposta curricular não enfrentar alguns paradoxos, como os de uma noção de igualdade que não contemplava a inclusão das diferenças. Para fazê-lo, aborda três aspectos que se desdobram com o projeto pedagógico da escola: o primeiro se refere ao eixo da proposta, o qual não reconhecia o confronto entre a noção universalista de direitos e os valores locais; o segundo emergia sob a equalização do grupo discente – por meio da idéia de um sujeito universal de conhecimento – que instalava a dificuldade da proposta curricular em acessar os significados subjetivos referentes a diferentes esquemas culturais de representação das relações de gênero e das sexualidades; e, por fim, a tensão produzida pelas descontinuidades dos conteúdos curriculares ao tratar questões referentes à diversidade sexual e a dificuldade de acolhimento e reconhecimento dos direitos das populações LGBTT na unidade de ensino.

  • Revista Gênero, Vol. 12, n. 1
Artigo
Crianças, gênero e sexualidade: realidade e fantasia possibilitando problematizações

Na dinâmica da intertextualidade, numa escrita rizomática, entreteci o roteiro de três filmes - A ostra e o vento, A teta e a lua e Inocente malícia - que trazem personagens crianças vivenciando, diferentemente, as descobertas da sexualidade e das relações de gênero. Teci esses roteiros com uma das ações do Projeto intitulado Tecendo Gênero e Diversidade Sexual nas Redes de Proteção, aprovado pela Secad/MEC em 2007, especialmente as ações do Subprojeto Direitos da Criança. Muitas crianças - personagens dessa gincana - possibilitaram a escrita de roteiros do cotidiano de processos educativos. Assim, o texto discute que o adulto, muitas vezes, exercita a violência de um olhar poderoso diante do desejo da criança - que pode driblar esse poder -, constituindo suas linhas de fuga. Mas, também, discute que o adulto pode, intencionalmente, possibilitar à criança encharcar-se das temáticas de sexualidade e gênero.

  • Estudos Feministas, vol. 19, n.2
Artigo
Um bocado de sexo, pouco giz, quase nada de apagador e muitas provas: cenas escolares envolvendo questões de gênero e sexualidade

O texto está centrado no relato e na análise de cenas escolares, fruto de etnografia em salas de aula do ensino fundamental e do ensino médio na cidade de Porto Alegre, onde questões de gênero e sexualidade estão implicadas. O roteiro de cenas selecionadas permite transitar entre temas que envolvem autonomia pedagógica da escola; aprendizagem científica e processos de socialização no ambiente escolar; educação pública laica; valorização da diversidade; estratégias de inclusão; políticas de equidade de gênero; qualidade das aprendizagens escolares; papel do professor como um adulto de referência; e especificidades da educação pública. Privilegiam-se atravessamentos de gênero e sexualidade com raça, classe social, pertencimento religioso, moralidades familiares e geração. Ao final, estabelecemos alguns princípios gerais para o trabalho com gênero e sexualidade na escola.

  • Estudos Feministas, vol. 19, n.2
Artigo
Sexualidade na sala de aula: tecendo aprendizagens a partir de um artefato pedagógico

Neste artigo, discutimos a seção Sexo da revista Capricho como um artefato cultural. Em nossas discussões, compreendemos que esse artefato constitui-se em uma pedagogia cultural que produz e divulga significados acerca da temática sexualidade, operando não apenas como fonte de informação ou entretenimento. Esse artefato, além de possibilitar a discussão de questões como sistemas genitais, métodos contraceptivos, Aids e DST, que já estão presentes nos currículos escolares e nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), promove a inclusão de temas acerca de anseios, medos, prazeres, comportamento, gênero e corpo que nem sempre são abordados nos currículos, problematizando, assim, diferentes representações e significados atribuídos à sexualidade e que circulam em nossa sociedade.

  • Estudos Feministas, vol. 19, n.2

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