CEDOC
Sobre o CEDOCObras de Marcio Markendorf
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Este artigo pretende avaliar criticamente dois objetos produzidos pela indústria cultural – a star e a diva – no que diz respeito à sua centralidade na cultura de massas e no mass media. Os conceitos extraídos de ambas as categorias sociais abrem espaço para a discussão do consumo da cultura nos campos da arte, do cinema e da literatura, bem como possibilitam uma promissora análise a respeito da dinâmica dos objetos na sociedade de consumo.
- Estudos Feministas, vol. 18, n.2
- 2010
O presente trabalho tem por objetivo propor um estudo teórico a respeito da fama póstuma de uma escritora suicida, Sylvia Plath. A notoriedade que a poeta norteamericana atingiu não se restringe apenas ao âmbito da literatura, pois encontra repercussão também nas manifestações da cultura de massa. Assim, em busca dos suportes contextuais que a teriam transformado em mito e ícone do século XX, um diálogo reflexivo com a cultura, a literatura e as formas de consumo é proposto. Ao fazer uso das ferramentas metodológicas da Teoria da Literatura e dos Estudos Culturais, esquadrinham-se os elementos responsáveis pela invenção da fama, dentre os quais merece destaque o campo das representações biográficas, a tarefa da avaliação crítica e o lugar de recepção do leitor comum. A partir dessas três frentes principais desdobram-se outros temas fundamentais para a época em questão e que contribuem sobremaneira para a manifestação do fenônemo da fama: a espetacularização da sociedade, a prática do voyeurismo, a transformação da negatividade em objeto de negociação, a estetização da morte via indústria cultural, a midiatização e mercantilização dos indivíduos, a celebrização das personalidades e a perda de objetos de referência na sociedade moderna. As linhas interpretativas levantadas oferecem a possibilidade de leitura da celebrização da vida trágica de Sylvia Plath como produto cultural pertencente à dinâmica dos objetos na sociedade de consumo.
