Instituto de Estudos de Gênero
Autoria

Obras de Carmen Susana Tornquist

9 resultados

Tese
Parto e poder: o movimento pela humanização do parto no Brasil

Parto e Poder é um estudo antropológico que analisa as relações entre assistência ao parto e políticas de humanização desenvolvidas no Brasil e que atendem recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde). Um dos principais atores que protagoniza as ações em prol da humanização é a REHUNA (Rede de Humanização do Parto e do Nascimento), teia de movimento que abriga profissionais da saúde e ONGs ligadas ao feminismo. A pesquisa empírica enfoca, assim, a REHUNA (suas formas de organização e seu ideário), e também duas experiências institucionais de humanização da assistência: uma maternidade pública em Florianópolis, Santa Catarina e dois cursos de capacitação de parteiras tradicionais, no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Foram feitas, assim, três etnografias: da Rede, da Maternidade e dos Cursos, através de observação participante, entrevistas e histórias de vida. O movimento pela humanização do parto é visto como um desdobramento do parto sem dor, vanguarda obstétrica que veio da Europa nos anos 50, e que já explicitava as relações intrínsecas entre parto e política. O Parto Humanizado atual incorporou um ethos individualista-libertário, comum aos movimentos sociais pós-anos 70 e partilhado por camadas médias urbanas, as quais pertencem os ativistas da rede. Procura-se compreender como o feminismo é interpretado pelo movimento e se a humanização da assistência ao parto aponta para mudanças nas relações de gênero e de poder que historicamente constituíram o campo da assistência ao parto no Brasil.

  • Universidade Federal de Santa Catarina
  • Doutorado
Projetos de pesquisa
Análise do movimento pela humanização do parto e do nascimento no Brasil

PROJETO DE TESE Parto e Poder é um estudo antropológico que analisa as relações entre assistência ao parto e políticas de humanização desenvolvidas no Brasil e que atendem recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde). Um dos principais atores que protagoniza as ações em prol da humanização é a REHUNA (Rede de Humanização do Parto e do Nascimento), teia de movimento que abriga profissionais da saúde e ONGs ligadas ao feminismo. A pesquisa empírica enfoca, assim, a REHUNA (suas formas de organização e seu ideário), e também duas experiências institucionais de humanização da assistência: uma maternidade pública em Florianópolis, Santa Catarina e dois cursos de capacitação de parteiras tradicionais, no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Foram feitas, assim, três etnografias: da Rede, da Maternidade e dos Cursos, através de observação participante, entrevistas e histórias de vida. O movimento pela humanização do parto é visto como um desdobramento do parto sem dor, vanguarda obstétrica que veio da Europa nos anos 50, e que já explicitava as relações intrínsecas entre parto e política. O Parto Humanizado atual incorporou um ethos individualista-libertário, comum aos movimentos sociais pós-anos 70 e partilhado por camadas médias urbanas, as quais pertencem os ativistas da rede. Procura-se compreender como o feminismo é interpretado pelo movimento e se a humanização da assistência ao parto aponta para mudanças nas relações de gênero e de poder que historicamente constituíram o campo da assistência ao parto no Brasil. *A tese final está disponível online em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/86639/207876.pdf?sequence=1&isAllowed=y

  • Universidade Federal de Santa Catarina
Artigo
Sobre a marcha mundial das mulheres: entrevista com Nalu Faria
  • Estudos Feministas, vol. 20, n.1
Artigo
Apresentação
  • Estudos Feministas, vol. 16, n.2
Artigo
Em nome dos filhos ou "o retorno da lei do pai": entrevista com Martin Dufresne
  • Estudos Feministas, vol. 16, n.2

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