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Sobre o CEDOCObras sobre “identidade”
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Idosos homossexuais são importantes para os debates sobre Direitos Humanos porque representam um segmento duplamento discriminado, em que preconceitos etarista e heterossexista superpõem-se e produzem vulnerabilidades multidimensionais. Este trabalho parte do pressuposto de que o impeditivo legal de formação de entidades familiares por homossexuais é atentatório aos Direitos Humanos e incompatível com os propósitos da legislação nacional, sendo a inexistência de acolhimento familiar ao homossexual idoso um elemento que favorece a fragilização de sua condição pessoal e torna-o mais vulnerável socialmente.
- Universidade Federal do Pará
- Mestrado

Matéria do Estado de S. Paulo (2006) escrita por Ricardo Westin sobre estudos que afirmam que homens de países periféricos são pressionados a afirmar masculinidade de forma destrutiva por conta do alto nível de desemprego.

A partir da instrumentalidade da Hermenêutica Negra Feminista, pretende-se interpretar Cântico dos Cânticos, capítulo 1, versículos 5-6. Nesse exercício hermenêutico que privilegia a experiência da mulher negra, marcada pelo sexismo, racismo e classismo, propõese resgatar o texto de sua unilateral interpretação ocidental. Evidencia-se que a tradução desse texto bíblico tem sido condicionada pela lógica do etnocentrismo, e as interpretações são pautadas pelo eurocentrismo, o que acaba inviabilizando a identificação da influência afro-asiática na formação e autocompreensão dos israelitas.
- Estudos Feministas, vol. 21, n.3

Com o presente artigo pretende-se abordar o modo como a chamada cultura hiphop, ainda que propagada globalmente, pode ser adoptada e adaptada ao nível local, produzindo desta forma simultaneamente convergência e divergência cultural. O foco desta análise será o percurso e a construção identitária de diversos protagonistas desta cultura, em torno de três dimensões interligadas: a etnicidade, a classe e o género. Para além de uma discussão teórica inicial sobre o modo como estas dimensões têm sido abordadas, pretende-se apresentar igualmente dados empíricos provenientes de uma pesquisa etnográfica realizada em Portugal, mais especificamente na área metropolitana da cidade de Lisboa. As conclusões a que se chegaram, ainda que específicas e contextuais, apresentam afinidades com outras sobre fenómenos idênticos, revelando-se importantes para a compreensão destas práticas e respectivas interpretações em diferentes contextos nacionais.
- Estudos Feministas, vol. 21, n.1

O artigo analisa abordagens distintas para a relação entre autonomia, opressão e construção das identidades na teoria política feminista. Tomando como ponto de partida os conceitos de “corpo vivido” e “conhecimento vivido”, discute as possibilidades de ressignificação da experiência e definição autônoma das identidades em contextos sociais em que prevalecem relações de poder desiguais e assimétricas. Um dos problemas enfocados é o fato de que as identidades, ainda que caras aos indivíduos, possam reproduzir os valores que estão na base da sua condição de subalternidade e que justificam as formas presentes de opressão. Por outro lado, considera em que medida, e de que formas, os indivíduos responderiam ativamente às alternativas restritas que as estruturas de poder oferecem, podendo reconfigurá-las e, no limite, confrontá-las. Procura, assim, considerar aspectos e matizes nessas abordagens que permitem superar a oposição entre escolhas autônomas e coerção.
- Estudos Feministas, vol. 21, n.1
