CEDOC
Sobre o CEDOC530 teses e dissertações
O presente trabalho é uma tentativa de entender o movimento homossexual na cidade de São Paulo. A partir dos debates em torno das temáticas dos movimentos sociais, da cidadania e das políticas de identidade, presente-se analisar os projetos políticos presentes nas percepções das lideranças homossexuais e compreender quais fatores explicam a adesão destas lideranças a determinados projetos. A hipótese principal é a de que certos traços das trajetórias individuais (as filiações a partidos políticos e outros movimentos sociais, as experiências profissionais e de contato com o Estado, o momento de inserção no movimento homossexual entre outros) explicam a adesão delas a determinados projetos políticos. A pesquisa visa colaborar com o debate em torno da questão da construção democrática, das relações entre sociedade civil e Estado e das intricadas relações entre cultura e política neste princípio de século
- Universidade Estadual de Campinas
- Mestrado
- 2006
Esta pesquisa busca analisar como gays, lésbicas, travestis, bissexuais e transsexuais são tratados nos meios de comunicação de massa, identificando aspectos da cultura local e nacional que facilitem a sua aceitação social e mapear os locais frequentados por positivantes da homossexualidade como forma de combater a homofobia, levando informações corretas a quem tem uma imagem distorcida da contra sexualidades não-hegemônicas por um discurso científica e politicamente mais correto, para que os homossexuais possam ter uma vida mais prazerosa e saudável e sem a necessidade de ocultar o(s) seu(s) amor(es).
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Mestrado
- 1998
Embora a parentalidade homossexual não seja recente, as reflexões e sistematizações sobre o tema no âmbito acadêmico no Brasil são incipientes. Este trabalho pretende contribuir para o enfrentamento de algumas questões que atravessam o tema, enriquecendo a discussão e despertando novos elementos.
- Universidade Estadual de Campinas
- Doutorado
- 2002
Este trabalho tem o objetivo de refletir acerca das políticas de segurança pública de combate a homofobia em Mato Grosso vislumbrando uma atuação pautada no respeito e defesa dos direitos humanos.
- Universidade Federal de Mato Grosso
- Mestrado
- 2008
Este trabalho faz uma história social e cultural a partir das noções jurídicas e sociais do significado de “ser vítima” de um crime sexual, entre 1964 e 1985, em Florianópolis e região metropolitana. Nesse período, houve transformações culturais e sociais na forma de a polícia, a Justiça e outros setores da sociedade abordarem o crime sexual e suas vítimas. Essa mudança se percebe, dentre outros aspectos, no aumento dos processos criminais de estupro e de atentado violento ao pudor, especialmente com vítimas menores de 13 anos e do sexo masculino. Nas décadas de 1970 e 1980, as vítimas de crimes sexuais também narram com mais frequência história de violência para a realização do exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal de Florianópolis. Nesse sentido, esta pesquisa propõe-se a compreender de que modo a definição de “vítima” foi historicamente construída, procurando saber quem eram as vítimas, quem foram os acusados e como eles foram descritos nos discursos jurídicos e nos jornais da cidade de Florianópolis. Na segunda metade do século XX, inaugurou-se uma forma diferenciada de olhar para as vítimas de crimes sexuais, contudo “ser vítima” perpassava um complexo processo de construção histórica e social, cerceado pelas relações de gênero, de idade, de etnia e de classe social. A polícia, dessa forma, desempenhou importante papel de seleção das vítimas de crime sexual, ao definir aquelas que mereciam atenção da Justiça. Ao dar visibilidade a determinados sujeitos, o sistema penal incluiu “perfis” de vítimas e excluiu outros, como foi o caso dos presos comuns e das vítimas “especiais”. Havia formas diferentes de olhar as vítimas de crimes sexuais, e o discurso jurídico e os jornais contribuíram para a proliferação dessas imagens, alicerçados, na maioria das vezes, em papéis estereotipados, em uma noção de “vítima ideal”. Este trabalho enfoca a análise da construção subjetiva das vítimas de crimes sexuais e os discursos que as cercavam, a partir de inquéritos e processos criminais, laudos periciais do Instituto Médico Legal (IML), prontuários do manicômio judiciário e notícias dos crimes sexuais e da criminalidade urbana publicadas nos jornais de Florianópolis, no período da ditadura militar (1964-1985).
