Instituto de Estudos de Gênero

CEDOC

O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.

Tese
Fronteiras literárias: experiências e performances dos tradutores e intérpretes de Libras

O presente trabalho, Fronteiras Literárias: experiências e performances de tradutores e intérpretes de LIBRAS, aborda o discurso e a enunciação da experiência vivida por tradutores e transmite a construção da identidade dos mesmos. A leitura e breve análise tradutória do conto A Missa do Galo, uma versão em LIBRAS da narrativa de Machado de Assis, serviu como fio condutor para a observação das mais variadas formas de se traduzir um conto literário para a Língua Brasileira de Sinais. Esta pesquisa vê a linguagem literária em Língua de Sinais como uma ―Literatura do Corpo‖, ou seja, o ―corpo textualizado‖, a presença do corpo como uma linguagem performática. Evidenciamos essas preposições por meio das produções literárias em LIBRAS da Editora Arara Azul, dentre as quais encontra-se o conto aqui já citado. Para endossar este trabalho, além de toda uma pesquisa teórica, também foram realizadas entrevistas com tradutores surdos e intérpretes, com o intuito de averiguar questões referentes ao ato de traduzir e toda a carga semântica que vem imbricada a ele (como a constituição empírica e a formação acadêmica do tradutor, técnicas e diferenças entre tradução e interpretação, a questão da adaptação e da tradução cultural, e todo o trabalho envolvido na tradução dos contos machadianos). Além disso, as opiniões dos leitores, professores e tradutores, disponíveis nos fóruns de discussão promovidos pela Editora Arara Azul, também foram analisadas e, a partir disso, pode-se verificar que essas traduções em LIBRAS atuam como instrumento de incentivo à leitura e até a crítica literária para o público-alvo desse projeto: a população surda.

Artigo
Mi cigarro, mi Singer, y la revolución mexicana: la danza ciudadana de Nellie Campobello

La autora propone en estas páginas trazar el perfil de la revolución mexicana en las dos obras narrativas principales de Nellie Campobello, Cartucho de 1931 y Las manos de mamá de 1937, y vincular estas con su práctica dancística desarrollada durante los mismo años. El articulo subraya el experimentalismo de ambas, enfocando la búsqueda de una forma alternativa de historicidad para contar los eventos de la revolución y el desarrollo de una óptica feminocéntrica sobre el estado de guerra. Finalmente, trata de situar la obra de Campobello dentro de una lectura de la revolución mexicana como una revolución sexual.

  • Cadernos Pagu, O risco do bordado, v.22
Artigo
A flor do sertão: imagens femininas em A Violeta

O Estado Novo (1937-1945) foi um período de significativas mudanças para o Mato Grosso. O programa de colonização intitulado Marcha para Oeste, anunciado pelo Presidente Vargas, em 1937, renovou não só as perspectivas de desenvolvimento para o Estado, mas, ao mesmo tempo, abriu a possibilidade da chegada de novos agentes sociais. Levando-se em consideração essa configuração e que, sobretudo na primeira metade do século XX, os jornais se apresentavam como espaços privilegiados nos quais as elites dominantes travavam seus embates, expressavam pontos de vista políticos e emitiam seus projetos de desenvolvimento econômico e ordenamento da sociedade, este trabalho centrou no estudo sobre a revista mato-grossense A Violeta entre 1937-1945, observando especificamente a maneira como a imprensa representava as mulheres, por que e de que maneira eram reproduzidas tais representações e qual o lugar social de sua produção.

  • Caderno Espaço Feminino, v.18 n.2
Artigo
Rotas de ingresso, trajetórias e acesso das mulheres ao legislativo – um estudo comparado entre Brasil e Argentina1

Este trabalho apresenta alguns resultados da pesquisa Dez anos de cotas no Brasil – avaliando a eficácia do caminho curto para o acesso das mulheres ao legislativo. Um dos itens da pesquisa consistiu na análise da relação entre as trajetórias individuais de deputadas e deputados, isto é, a forma e as razões de ingresso na política, o papel dos partidos políticos como mediadores dessas trajetórias, como esses aspectos se transformam em capitais políticos eleitorais, e como essas trajetórias se relacionam com as chances oferecidas pela inclusão das cotas. A Argentina é tomada como um contraponto positivo ao caso brasileiro, dado o fato de sua experiência ser considerada paradigmática. Entre os resultados apresentados, destacam-se as diferenças entre os tipos de trajetórias e de capital político que são estratégicos, em se tratando das mulheres de cada um dos países. E as novas formas de capital eleitoral que surgem conferem outros sentidos de ingresso na política. Isso parece decorrer, entre outros aspectos, de um segundo momento de institucionalização democrática nesses países.

  • Estudos Feministas, vol. 18, n.2
Artigo
Migrantes por amor? Ciclo de vida, gênero e a decisão de migrar em diferentes fases da vida.

Este artigo mostra a importância do curso de vida, entrelaçado à perspectiva de gênero, para analisar os processos de tomada de decisão de mulheres brasileiras sobre migrar (ou não) para a Holanda para viverem com seus companheiros holandeses. Segundo as interlocutoras de uma pesquisa etnográfica realizada entre 2012 e 2013, a idade é um importante fator a ser considerado para ponderar os riscos, vantagens e desvantagens da migração. Além da faixa etária, outros marcadores do curso de vida, como ter filhas/os, o nascimento das/os netas/os e a idade destes indivíduos também são considerados em suas decisões. O artigo também traz as considerações das interlocutoras da pesquisa sobre o amor, que, segundo elas, difere a cada fase da vida. Mais do que o amor por seus companheiros holandeses, elas evidenciam e reificam a idealização do amor materno.

  • Estudos Feministas, vol. 24, n.1

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