CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
Neste artigo proponho analisar marcas e representações corporais de meninos e meninas de rua, fragmentos etnográficos que, longe de totalizar seu universo corporal, expressam no corpo a dinâmica itinerante, fracionada, múltipla, permeando a construção da sociabilidade dos sujeitos em questão. Através das marcas e técnicas corporais e de negociações de gênero, pude entrever um “saber de rua” calcado no deslocamento espacial contínuo, e em interações sociais construídas no e através do espaço urbano. Os embates entre valores normativos impostos a essas crianças e adolescentes e as práticas próprias da contingência da rua dotam seus códigos sociais de ambigüidades e contradições.
- Cadernos Pagu, Corporificando gênero, v.14
Tentei mapear ao longo desse artigo, por meio dessa breve história da Parada Gay de São Paulo, alguns saberes que se produziram sobre a homossexualidade. Por meio do que se dizia, quem dizia, e o que acontecia, salientei importantes coalisões e alianças nas quais certas fronteiras foram cindidas. O Mito de Stonewall, também foi recorrentemente acionado entre nós, porém aqui ele remeteu a diferentes arranjos. Ao invés de afirmar um grupo identitário monolítico, que toma a orientação sexual por condição de pertença, conduziu a um coletivo mais amplo e coligações mais poderosas que, nas palavras de Donna Haraway, espelham o “reconhecimento crescente de outra resposta: aquela que se dá por meio da coalizão, a afinidade em vez da identidade”. (Haraway, 1985: 149-181). Não fala de totalidades, mas de ligações parciais.
- Revista Gênero, Vol. 11, n. 2
- Revista Gênero, Vol. 10 n. 2
- Português
- RIBEIRO, Paula Regina Costa e RIZZA, Juliana Lapa
- Cadernos Pagu, Desdobramentos do feminismo, v.16





