Instituto de Estudos de Gênero

CEDOC

O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.

Artigo
Divorciados, na forma da lei: discursos jurídicos nas ações judiciais de divórcio em Florianópolis (1977 a 1985)

Este artigo pretende discorrer sobre os primeiros processos de divórcio (1977 a 1985), possibilitados pela Lei n. 6.515, de 26.12.1977 (a chamada Lei do Divórcio), em Florianópolis, através de pesquisa efetuada na Divisão de Arquivo e Memória do Poder Judiciário, em Santa Catarina. E, perceber como, apesar dos discursos apelativos das instituições a esse recurso jurídico (principalmente a Igreja Católica e as entidades a ela ligadas), que apregoavam o perigo da dissolução da família e dos valores tradicionais a ela agregados, tal lei veio, de modo geral, legalizar práticas familiares já estabelecidas. Também analisar como os casais, separados há muitos anos e vivendo uma segunda união, solicitavam o divórcio com o objetivo de regularizar sua situação civil, vivida, até aquele momento, à margem da lei. Observando os discursos jurídicos, nota-se a reprodução de valores prescritos a um e outro gênero e as relações de poder subjacentes nesses enunciados.

  • Estudos Feministas, vol. 18, n.2
Livro
Relatório Anual do Observatório Brasil da Igualdade de Gênero
  • Português
  • Presidência da República
Artigo
Gênero, patriarcado, educação e os parâmetros curriculares nacionais

Este artigo tem por objetivo discutir a relação entre gênero e a educação, e como este tema é apresentado nos Parâmetros Curriculares Nacionais. Inicialmente, discute- se o por quê da ausência da temática de gênero no currículo dos cursos de formação de professores. Para tanto,o conceito de gênero e o de patriarcado, como também, o papel reprodutor da instituição são apresentados. Em seguida, é feita uma breve revisão bibliográfica visando esclarecer o conceito de gênero, situando-o a partir de umquadro teórico-metodológico articulado com as questões de classe e raça/etnia, com as quais se encontra enovelado. Paralelamente, discute-se a construção da categoria patriarcado, como a forma pela qual, historicamente, o gênero é vivenciado. Finalmente, abre-se para o debate das questões de gênero e o papel reprodutivo da instituição escolar a partir da maneira parcial, secundária e lacunar em que aparece no tema transversal Orientação Sexual, nosParâmetros Curriculares Nacionais.

  • Caderno Espaço Feminino, v. 21, n. 1
Artigo
La sexualidad femenina, el holismo epistemológico y la complejidad: reflexiones para la vida

Partiendo del reconocimiento de la condición compleja del mundo en la globalización y de la necesaria consideración holística de los fenómenos que se le vinculan, se defenderá aquí una perspectiva de la sexualidad femenina análogamente compleja, desde la sugerencia y la defensa del holismo erótico, y como fuente posible de propuestas y soluciones ante los dilemas y encrucijadas propios de la 'era global'. La problematización de la sexualidad y el erotismo femeninos desde el paradigma holístico de la complejidad servirá de pretexto para la consideración de los problemas globales hoy desde una perspectiva diferente y multidisciplinar, y desde la denuncia de los paradigmas reduccionistas y mono-explicativos.

  • Estudos Feministas, vol. 17, n.2
Artigo
Sexo e cor: categorias de controle social e reprodução das desigualdades socioeconômicas no brasil

O presente artigo objetiva apresentar algumas reflexões sobre os dados contidos no Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, terceira edição, acerca das desigualdades socioeconômicas e da pobreza. Tendo como linha argumentativa a tese de que, como categorias de controle social, sexo e cor configuram marcos reguladores de oportunidades sociais, apresentamos alguns dados sobre a desigualdade entre homens e mulheres e entre negros e brancos que ilustram as iniquidades de poder associadas a essa desigualdade. Ressalta-se que tais categorias são fundamentais para a compreensão da produção e da reprodução das iniquidades de poder que permeiam a sociedade brasileira

  • Estudos Feministas, vol. 17, n.3

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