CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
Perceber, a partir de documentos do Santo Ofício da Inquisição, o papel das mulheres nos sinais de identidade e de diferença face à alimentação praticada pelo grupo minoritário dos cristãos-novos portugueses dos séculos XVI e XVII, eis o desafio deste texto.
- Caderno Espaço Feminino, v.20 n.2
- Estudos Feministas, vol. 22, n.2
Esta dissertação foi desenvolvida com o objetivo de analisar as representações de gênero nos livros didáticos de Matemática para 5ª e 6ª séries na virada do milênio. Foram analisados livros didáticos do início das décadas de 1990 e de 2000. Para a realização da pesquisa adotou-se a abordagem qualitativa por entender que esta se adequava à elucidação da pergunta-problema. A pesquisa é do tipo documental, sendo que os livros didáticos se constituem no campo empírico. Buscou-se conhecer como os gêneros estão representados neste instrumento de ensino por entender que os livros didáticos constituem-se num importante material de apoio para professores e professoras e principalmente para alunos e alunas, bem como, numa morada onde os gêneros se manifestam em diversas situações. Entende-se ainda que as representações de gênero nos livros didáticos contribuem para a construção das identidades de gênero das crianças e adolescentes. Os dados estão divididos em onze categorias definidas com base na incidência de enunciados e ilustrações que representam homens e mulheres em situações similares. Os resultados foram agrupados em dois capítulos. O primeiro foi destinado às representações de gênero no espaço público. Pôde-se perceber que tais representações ocorrem, na maioria das vezes, em papéis dicotomizados. Não se privilegia a interação entre os gêneros e tampouco a construção dos mesmos por meio desta interação. O segundo capítulo da apresentação dos resultados foi destinado à socialização das crianças por meio da família, das brincadeiras e das situações escolares. Percebeu-se que há interação entre as crianças dos distintos gêneros, porém educar e cuidar das crianças é tarefa feminina. A representação de gênero no cuidado com a família também ocorre em papéis dicotomizados. A principal diferença observada nas representações de gênero nos livros didáticos dos dois períodos (1990 à 1993 e 2000 à 2003) analisados foi o aumento do número de enunciados e ilustrações com tais representações no segundo período, porém com pouca diferença na forma e nas situações nas quais homens e mulheres são representados. Este fato demonstra que os livros didáticos não incorporaram as transformações sociais e, por conseqüência, as mudanças nas relações de gênero ocorridas nesta virada de milênio.
- Centro Federal de Educação Tecnológica - Paraná
- Mestrado
Este texto é uma reflexão inicial decorrente de observações feitas ao longo do tempo em trabalho sobre o tema da alimentação sob a perspectiva da antropologia. Nesse sentido, foi interessante notar a existência de contrastes marcantes com relação ao trabalho feminino em cozinhas profissionais e, ao contrário do que circula no senso comum, veículos de comunicação, faculdades de gastronomia e funcionários de restaurantes, o contingente de braços femininos é uma força expressiva nas cozinhas que servem refeições fora de casa. Os contornos que o trabalho feminino adquiriu nas cozinhas coletivas e de restaurantes, contudo, não abandonaram resquícios das hierarquias existentes na esfera doméstica. A cozinha é um espaço de disputas e este texto propõe articular algumas reflexões em torno da questão, analisando a partir de um caso em particular, o ofuscar do trabalho feminino em restaurantes de cozinha italiana na cidade de São Paulo, como gênero, trabalho e cozinha dialogam em distintos planos.
- Caderno Espaço Feminino, v.19 n.1
Neste artigo, problematizo os limites das instituições sociais em lidar com os sujeitos que fogem às normas de gênero. Deter-me-ei principalmente nas respostas que a escola tem dado aos/às estudantes que apresentam performances de gênero que fogem ao considerado normal.
- Estudos Feministas, vol. 19, n.2




