Instituto de Estudos de Gênero

CEDOC

O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.

Tese
Veja o feminismo em páginas (re)viradas (1968-1989)

O objetivo dessa dissertação é narrar uma parte da história da emergência dos movimentos feministas no Brasil entre 1968 e 1989, período não só de ditadura política, mas também de grande efervescência no que se refere à mobilização de movimentos sociais. Para isso selecionei como fonte a semanal Veja, fundada em 1968 pela editora Abril, em função da revista ter dedicado um espaço bastante significativo para noticiar reivindicações e debates feministas que aconteciam no país e no mundo. Para efetivação dessa proposta, escolhi para análise: as capas que abordam problemáticas feministas; a seção de entrevistas, denominada Páginas Amarelas, por sempre ter grande repercussão junto ao público e por ter cedido espaço a uma série de feministas e não-feministas; e por último a coluna de humor Millôr, em função do extenso alcance que atinge de entendimento junto a leitoras e leitores, além da frequência com que o jornalista responsável pela coluna, Millôr Fernandes, refletia sobre o tema feminismos. Metodologicamente me aproprio de ferramentas interessantes à história da disciplina análise do discurso, buscando perceber como os discursos veiculados por Veja sobre feminismos funcionaram como um instrumento de divulgação do ideário feminista naquele contexto. As seções selecionadas como documentos permitiram a divisão dos capítulos de forma sistemática: no capítulo 1 exploro as capas com o intuito de articular o debate proposto pela revista com o contexto adjacente, ou seja, relação da publicação com o cenário de ditadura e também com a discussão sobre os feminismos; no capítulo 2 analiso a seção Páginas Amarelas, espaço reservado a entrevistas com uma série de feministas e celebridades que comentaram os feminismos como acontecimento; e no capítulo 3, o último, reflito sobre a coluna de humor Millôr que entendo ter contribuído significativamente para a visibilidade das reivindicações feministas. Com essa proposta busco colaborar para a construção da história dos feminismos no Brasil que, em função do que representou a ditadura civil-militar, teve muitas de suas histórias não-contadas.

Artigo
O amor na literatura. Um exercício de compreensão histórica

Referindo-se à São Paulo dos anos 1920 e ao processo de importantes transformações gerado pela urbanização, este artigo pretende compreender o sentido social dado ao tema do amor conjugal no rico debate veiculado pela imprensa feminina e pela literatura. Para além de uma simples iniciativa disciplinar que visaria, para as mulheres, reforçar a identidade entre amor e casamento, percebe-se aí a existência de conflitos mais profundos e sinais de transformação, operando nas sensibilidades coletivas.

  • Cadernos Pagu, Gênero, narrativas, memórias, v.8_9
Artigo
BOLTANSKI, Luc. La condition foetale: une sociologie de l’engendrement e de l’avortement.
  • Estudos Feministas, vol. 15, n.1
Artigo
NASCIMENTO, Gizêlda Melo do. Feitio de viver: memórias de descendentes de escravos.
  • Estudos Feministas, vol. 15, n.1
Artigo
Automação, (Des)Qualificação E Emoção Nos Paraísos Do Consumo

Este artigo analisa as qualificações presentes num trabalho considerado como não-qualificado, isto é, o trabalho das operadoras de caixa de supermercados, no Brasil (São Paulo) e no Canadá (Québec), assim como os efeitos das novas tecnologias da informação nas qualificações das trabalhadoras. Embora tenha incorporado uma grande parcela do saber das trabalhadoras, aumentado o controle do trabalho, limitado o controle das trabalhadoras sobre o trabalho, as novas tecnologias de informação não atingiram as qualificações emotivas e sociais das trabalhadoras.

  • Cadernos Pagu, Gênero, tecnologia, ciência, v.10

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