CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
O objetivo deste artigo é perceber como ocorreu a inserção de algumas militantes no PCB em função dos preparativos revolucionários desenvolvidos na década de 1930. Cruzando-se obras historiográficas, autobiografias, biografias, documentos sobre o PCB e obras teóricas sobre relações de gênero, mostra-se que havia uma estreita ligação entre militância política, laços familiares e vivência conjugal; que as militantes estudadas atuaram ativamente na mobilização popular e intelectual dos anos 1934 e 1935, mas nem sempre associadas ao PCB; que as militantes tiveram de superar o preconceito social contra os comunistas e também as prevenções da cúpula do PCB em relação às mulheres intelectuais.
- Revista Gênero, v.8 n.2
O objetivo deste artigo é apresentar uma análise da especificidade da participação feminina em organizações da esquerda revolucionária. Neste trabalho, pela análise das trajetórias de vida de ex-militantes que fizeram parte das organizações de esquerda armada, procuro compreender as nuanças da particularidade da militância feminina durante o regime civil-militar, período este compreendido entre meados da década de 1960 e 1974. O que perpassa a análise é o quão importantes foram tais atitudes, uma vez que as mulheres estavam alijadas do processo de participação política, até mesmo por uma questão de status sexual hierárquico que estabelecia e legitimava a desigualdade em vários aspectos, tais como os direitos, os deveres e os espaços de circulação e atuação. Ao abraçarem a causa coletiva, elas romperam com o seu papel social estabelecido e principalmente com o seu mundo cotidiano. No bojo deste processo, foram quebradas normas e tabus, toda uma gama de valores que a sociedade carregava e que afetava de forma incisiva a vida da mulher brasileira neste período.
- Revista Gênero, v.8 n.2
- Revista Gênero, vol 9 n. 1
- Português
- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HISTÓRIA ORAL
Este estudo teve como objetivo analisar as relações de gênero na engenharia brasileira contemporânea, focalizando as décadas de 80 e 90, anos em que o ambiente econômico e o grupo profissional dos engenheiros passaram por importantes transformações. Entende-se que a gradativa feminização do trabalho no campo da engenharia significa rompimento dos valores que tendem a discriminar as mulheres em carreiras predominantemente masculinas como é o caso da engenharia ainda hoje. Há que se considerar também que as mulheres que fizeram essa opção profissional tiveram que enfrentar padrões de gênero aceitos no interior das famílias, das escolas e do mundo do trabalho. Nesse sentido, o estudo procurou compreender quais as possibilidades de inserção das mulheres na engenharia, sob que condições constróem suas carreiras, como se percebem como estudantes e profissionais da engenharia, como são percebidas pelo coletivo masculino nos espaços escolares e nos ambientes de trabalho e, enfim, como vivenciam subjetivamente essas experiências. A investigação combinou a análise de dados estatísticos sobre formação escolar e emprego com a realização de entrevistas com profissionais de ambos os sexos e dirigentes sindicais. No sentido de captar a evolução dos padrões de gênero imbricados nas engenharias, procurou-se incluir na pesquisa de campo engenheiros(as) formados(as) nas décadas de 70, 80 e 90.
- Universidade Estadual de Campinas
- Doutorado



