CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
Este artigo analisa o dilema entre as posturas defensoras do universalismo e das diferenças, tendo como pressuposto que ambas podem resultar no reforço de essencialisarmos excludentes em cenários sociais de desigualdade. A hipótese que foi perseguida é a de que mesmo tomando como primado a necessidade da construção de uma "igualdade mínima essencial" isso só pode ocorrer tomando em consideração os princípios e as lutas que se organizam em torno do direito à diferença. Este paper tratará basicamente com a questão brasileira. A discussão que será levada a efeito aqui tem como base dois textos fundamentais: o relatório da comissão de alto nível que recomendou ao governo francês a proibição do uso véu pelas jovens mulçumanas nas escolas públicas francesas e o último livro de Seyla Benhabib - The Claim of Culture.
- Cadernos Pagu, v.26
O foco principal deste artigo é a apresentadora Ana Maria Braga, que conduz o programa Mais Você, apresentado de segunda a sexta feira na Rede Globo de Televisão. A análise envolve um histórico das revistas femininas e dos programas femininos na TV brasileira, o conteúdo do programa e as representações por ele sugeridas e em particular a representação adotada pela apresentadora Ana Maria Braga que trabalha a partir da persona de uma nova mulher da meia idade.
- Caderno Espaço Feminino, v.15 n.18
A Maternidade de Port-Royal, fundada em Paris em 1795, era um estabelecimentomodelo que, além do atendimento às parturientes, possuía um curso para formação de parteiras, sendo uma das poucas escolas a fornecer formação clínica às alunas. O artigo analisa os primeiros cem anos da Maternidade, destacando a atuação das parteiras-chefes como diretoras de ensino e do atendimento às parturientes. Ressalta a situação excepcional das parteiras-chefes, que conseguiram manter a ascendência sobre os parteiros apesar das críticas e da luta pelo poder por eles desencadeada, e da crescente importância que esses profissionais vinham adquirindo no panorama obstétrico e hospitalar do século XIX. Aponta para a necessidade de pesquisa em outras escolas de parteiras francesas e européias para poder avaliar o grau de originalidade dessa experiência.
- Estudos Feministas, vol. 10, n.2
A psicologia mexicana, bem como outras ciências sociais, não pode ser neutra às influências de contexto cultural e psicossocial. Ainda que nas universidades a disciplina ganhou certa feminilidade, o avanço dos conhecimentos tem sido pouco sensível às tendências emergentes, no que diz respeito a iniqüidades nas suas relações de gênero. A psicologia e particularmente a psicologia da personalidade e o desenvolvimento, reproduz uma visão sesgada sobre os sexos. O presente trabalho, aporta alguns indícios para promover a reflexão dos formadores e formadoras de novos profissionais da psicologia, no intuito de impulsionar a pesquisa no que concerne ao conceito de gênero e a participação das psicólogas nos processos de avanço e consolidação da psicologia como ciência e profissão.
- Caderno Espaço Feminino, v.17 n.01
Procurou-se neste trabalho pesquisar o romance-reportagem, desde a origem desta expressão até o contexto que propiciou o aparecimento desse tipo de narrativa na história cultural brasileira. Os objetivos que nortearam o estudo foram os de verificar qual o relacionamento que essas narrativas mantêm com a literatura e o jornalismo, e o modo como o "Romance" e a "Reportagem" se inscrevem nestes textos. Esse estudo examinou ainda as semelhanças e diferenças do romancereportagem com os gêneros que o constituem, concluindo que, não sendo nem só romance e nem só reportagem - mas não deixando de ser os dois ao mesmo tempo -, esse hibridismo permite que narrativas como Lúcio Flávio, o passageiro da agonia; Infância dos mortos; Porque Cláudia Lessin vai morrer; A menina que comeu césio e Avestruz, águia e... cocaína , que constituem o corpus de análise, transitem pelo espaço da realidade com a imaginação, do ficcional com o documental, numa superação de fronteiras específicas. É essa transgressão deliberada de limites tradicionais que nos permitem não estabelecer, para o romance-reportagem, um lugar definitivo. Como Literatura e Jornalismo não chegam a constituir-se em opostos, nem estabelecem uma tensão narrativa - ainda que possuam natureza e objetivos diversos conclui-se que é a ambigüidade o princípio fundador e organizador do romancereportagem, onde as semelhanças fazem a diferença.




