Instituto de Estudos de Gênero

CEDOC

O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.

Artigo
História e masculinidades: a prática escriturística dos literatos e as vivências no início do século XX
  • Estudos Feministas, vol. 18, n.1
Artigo
O frouxo e o carniceiro: dor e concepções de gênero em dois estúdios de tatuagem cariocas

O universo da tatuagem, observado a partir de pesquisa de campo em dois estúdios cariocas, é recortado pelas diferenciações de gênero. Homens e mulheres escolhem diferentes desenhos e locais do corpo a serem tatuados. Sua reação à dor do processo é, da mesma forma, distinta. A elas é permitida a expressão do desconforto físico em maior escala do que a eles. Sobre os homens pesa a necessidade do silêncio, que traduz força e macheza. A idéia de força parece nortear as concepções de masculino relacionadas à prática da tatuagem, enquanto o feminino está envolto nas noções de fragilidade e delicadeza.

  • Revista Gênero, v.5 n.2
Tese
American Riders: Deconstructing the Myth of the Cowboy in the Film Brokeback Mountain

Esta dissertação discute o filme Brokeback Mountain (2005, dirigido por Ang Lee) sob a ótica de estudos de sexualidade e identidade nacional. O filme, que ganhou prêmios importantes e foi aclamado pelo grande público, trouxe bastante controvérsia também, na medida em que mostra cowboys que têm práticas homossexuais. Esta dissertação examina como o filme, apesar de parecer conservador pelo fato de que os homens nunca saem do armário e pelo seu final infeliz, ainda promove agenciamento na medida em que traz o que Judith Butler chama de performatividade paródica. Ademais, também há uma discussão de como o filme, ao trazer a subversão do mito do cowboy através da homossexualidade, representa um “queering” da identidade nacional dos Estados Unidos imaginada com base em tal mito.

Tese
Sylvia Plath e a construção da fama

O presente trabalho tem por objetivo propor um estudo teórico a respeito da fama póstuma de uma escritora suicida, Sylvia Plath. A notoriedade que a poeta norteamericana atingiu não se restringe apenas ao âmbito da literatura, pois encontra repercussão também nas manifestações da cultura de massa. Assim, em busca dos suportes contextuais que a teriam transformado em mito e ícone do século XX, um diálogo reflexivo com a cultura, a literatura e as formas de consumo é proposto. Ao fazer uso das ferramentas metodológicas da Teoria da Literatura e dos Estudos Culturais, esquadrinham-se os elementos responsáveis pela invenção da fama, dentre os quais merece destaque o campo das representações biográficas, a tarefa da avaliação crítica e o lugar de recepção do leitor comum. A partir dessas três frentes principais desdobram-se outros temas fundamentais para a época em questão e que contribuem sobremaneira para a manifestação do fenônemo da fama: a espetacularização da sociedade, a prática do voyeurismo, a transformação da negatividade em objeto de negociação, a estetização da morte via indústria cultural, a midiatização e mercantilização dos indivíduos, a celebrização das personalidades e a perda de objetos de referência na sociedade moderna. As linhas interpretativas levantadas oferecem a possibilidade de leitura da celebrização da vida trágica de Sylvia Plath como produto cultural pertencente à dinâmica dos objetos na sociedade de consumo.

Tese
Sujeitos suspeitos, imagens suspeitas: cultura midiática e câmeras de vigilância

Este trabalho tem como principal proposta realizar uma análise das imagens produzidas pelas câmeras de vigilância na cidade de Florianópolis, cujo objetivo de suas instalações se apóia nos discursos produzidos em torno da violência e criminalidade urbanas. O estudo problematiza as relações entre cultura de vigilância e cultura midiática, explorando a pregnância da imagem na vida social contemporânea, o emprego das imagens oriundas das câmeras de vigilância como meio para o exercício de determinadas práticas de poder e de saber na cidade, bem como o papel que desempenham na atualização dos discursos em torno do mito da verdade da imagem. Destaco, ainda, as relações estreitas entre as câmeras de vigilância e o panóptico de Jeremy Bentham e a crescente subordinação da paisagem urbana e da vida citadina aos sistemas de segurança e vigilância. Chamo especial atenção para o modo como tais dispositivos se articulam a processos sociais mais amplos que dizem respeito à produção de subjetividades no contemporâneo e à construção de fronteiras sociais.

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