CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
A dissertação propõe uma reflexão sobre a moda, na medida em que ela produz códigos e expressa identidades permeadas por símbolos e condicionadas pela cultura, pelo meio social e pelos valores estéticos de cada época. Essa abordagem nos remete ao estudo da moda em suas interfaces no campo da arte, do feminino e da cultura. Nesse sentido, enfocamos o trabalho da Coopa-Roca, uma cooperativa de mulheres artesãs da favela da Rocinha no Rio de Janeiro, como uma possibilidade artística, uma vez que está envolvida por questões plásticas e estéticas ao lado de implicações com a moda e com a arte popular brasileira, com as questões dos fazeres artesanais femininos e da reciclagem dos materiais. Uma produção envolvida por imagens e significados próprios a um estilo ou a busca de um estilo brasileiro.
- Universidade Federal do Rio de Janeiro
- Mestrado
Este estudo é orientado por três eixos: o primeiro se refere às noções de corpo e de corporalidade, o segundo gira em torno da antropologia da dança - o que remete também a concepções de arte e corpo -, e por fim, o terceiro trata mais especificamente do corpo na dança contemporânea, dos discursos e das práticas a ele atribuídos. Como metodologia, foram realizadas participações, observações e o acompanhamento de dez bailarinos em suas atividades de dança, assim como entrevistas com os mesmos e consulta ao material produzido no campo jornalístico e na própria área de dança na qual esses dançarinos se inserem - como folhetos de seus espetáculos, matérias e notas sobre eles e/ou sobre seus grupos. A pesquisa enfoca a preparação e utilização dos corpos dos bailarinos para a dança, e como eles percebem e falam sobre estas questões a partir, sobretudo, dos relatos acerca de suas trajetórias no universo da dança. A discussão sobre concepções de arte e de dança também é desenvolvida, assim como sobre as noções de dança contemporânea e a idéia de um corpo que está “dançando o contemporâneo”. Toda essa preparação para a dança mostrou como os corpos são especificamente “fabricados” pela e para a dança, e como esta é por sua vez construída através das atividades cotidianas dos bailarinos e de suas percepções. Esses corpos contemporâneos se apresentam como corpos que em geral se opõem aos do balé clássico, questionando, segundo os bailarinos, preceitos de um corpo “padronizado”, orientado por linhas retas e passos já codificados da técnica clássica, e por isso buscam se “contorcer”, se “soltar”, se “jogar no chão” aceitando a lei da gravidade. Do mesmo modo, foi possível perceber que esta preparação para a dança não revela apenas um processo, mas constitui a própria dança - a qual, portanto não se resume às apresentações dos espetáculos.
Esta pesquisa procurou investigar a utilização da Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), por mulheres que sofreram violência doméstica e familiar, em seus relacionamentos conjugais. Foram entrevistadas mulheres que freqüentavam um grupo de reflexão no Centro de Atendimento a Vítimas (CEAV) na cidade de Florianópolis/SC. A pesquisadora frequentou as reuniões do grupo durante seis meses, realizando observações das participantes em todas as atividades e reflexões do grupo registrando-as em diário de campo. Foram descritas as histórias de Joana, Cristina, Roberta, Teresinha e Francisca, buscando ressaltar nos relatos construídos por elas, as singularidades das experiências de cada uma. Assim, foi dado destaque às resistências e descontinuidades que fizeram com que essas mulheres criassem linhas de fuga nas situações de violência vivenciadas e na própria forma como utilizaram (ou não) a Lei Maria da Penha. A categoria “mulheres” foi utilizada na pesquisa de forma aberta e contingente, sem estar fixada a um modelo universal. A violência contra mulheres ainda é uma realidade e não há apenas uma causa que possa caracterizá-la, mas múltiplas causas. Esta dissertação procurou problematizar o uso da Lei Maria da Penha como recurso jurídico para o enfrentamento da violência doméstica.
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