CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
- Mora - Revista del Área Interdisciplinaria de Estudios de la Mujer
- Estudos Feministas, vol. 25, n.1
Este trabalho de dissertação se propõe a discorrer sobre a homossexualidade feminina, fundamentando-se em uma leitura da teoria psicanalítica. Foi estruturado sobre duas técnicas de pesquisa. A primeira, bibliográfica, utilizou textos de Freud, especialmente, e Lacan, para discorrer sobre a constituição da sexualidade humana a partir das diferenças sexuais. Na segunda, pesquisa de campo, o autor obteve entrevistas de três mulheres homossexuais em Florianópolis, com relatos de suas experiências de vida. As interpretações imaginárias dos sujeitos entrevistados, fimdamentaram-se em constructos psicanalíticos, embora este não tenha sido um estudo clinico. A psicanálise foi utilizada como uma possível leitura sobre a temática da homossexualidade, porque, diferentemente de outros paradigmas, construiu-se a partir da teorização sobre a sexualidade humana. Para a psicanálise, a pulsão não tem objeto previamente definido e a posição sexuada dos sujeitos, sendo produto de suas identificações, nada deve à biologia. Neste sentido, o autor acredita que seu trabalho possa prestar alguma contribuição para as discussões sobre homossexualidade.
Este trabalho é resultado da pesquisa com a comunidade indígena Maia Achí de Rio Negro, localizada no município de Rabinal, província de Baja Verapaz, Guatemala. A problemática central é discutir sobre as identidades coletivas dos sujeitos que lutam por reconhecimento, depois de ter sobrevivido a cinco massacres, no contexto de sua resistência organizada ante a implantação da usina hidrelétrica ―Chixoy‖ em seu território. Na abordagem, se considera a categoria nativa ―vítima sobre-vivente‖ como forjadora da identidade dos sujeitos, cuja luta e protago-nismo têm origem num sentimento coletivo de injustiça. Assim, sob a pespectiva de Axel Honneth, a luta é analisada a partir da gramática moral dos conflitos, pois detrás de muitas reivindicações fica sempre uma condição que tem a ver com o plano da reparação moral. No entan-to, o reconhecimento centrado na reparação moral não nega as exigên-cias legítimas de reparação material (conforme a abordagem comparti-lhada entre A. Honneth e N. Fraser), que são, além da busca da justiça, demandas exigidas pelos sujeitos.
Este artigo analisa, a partir de uma ótica de gênero, a diversidade de rendimentos do trabalho, examinando a contribuição das diferenças de escolaridade, sexo e posição na ocupação. Previamente, descreve as principais manifestações da consolidação da participação da mulher no mercado de trabalho e faz algumas considerações sobre o comportamento da atividade econômica e do salário mínimo na década de 1990. A partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - (PNAD), de 1992 e 2002, o estudo focaliza o conjunto das dez principais regiões metropolitanas do país. Constata-se que as diferenças de rendimento por sexo, embora continuem bastante grandes, diminuíram de importância, como um dos aspectos da enorme diferenciação geral dos rendimentos do trabalho no Brasil. A relativa estruturação e elevação dos rendimentos nos empregos pior remunerados, na década de 1990, pouco modificaram essa enorme diferenciação geral de rendimentos do trabalho por causa da continuação do baixo valor do salário mínimo, da eliminação de empregos em grandes empresas que permitiam remunerações relativamente elevadas para homens com baixo grau de escolaridade e do aumento da distância entre os rendimentos das ocupações que exigem nível superior de escolaridade e os rendimentos das demais ocupações. Os rendimentos do trabalho das mulheres foram menos prejudicados pela eliminação dos empregos nas grandes empresas e mais favorecidos tanto pela relativa estruturação dos empregos pior remunerados quanto pelo aumento relativo das remunerações das ocupações que exigem nível superior de escolaridade.
- Revista Gênero, v.6n.2 - v.7 n.1



