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Sobre o CEDOCObras sobre “raça”
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Este artigo tem por objetivo examinar o processo de criação de organizações dirigidas por lésbicas negras na cidade do Rio de Janeiro. Partindo de diferentes fontes, o artigo foi elaborado em torno da hipótese de que tais organizações foram construídas em função de laços de solidariedade construídos entre lésbicas militantes do Movimento Negro, assim como em função da ausência de espaço e do preconceito que elas enfrentaram em tal movimento.
- Revista Gênero, v.8 n.1

Este artigo examina diferenças de acesso entre mulheres brancas e negras aos diferentes cursos de pós-graduação strito senso da Universidade Federal Fluminense. Os dados foram coletados em diferentes fontes e nos permitiu examinar o impacto de um grande número de variáveis nas possibilidades de mulheres de cada um desses grupos raciais em entrar e concluir os cursos mais valorizados. Os resultados mostram uma grande desvantagem das mulheres negras em relação às mulheres brancas.
- Revista Gênero, v.8 n.1

As tensões entre os direitos individuais prometidos aos cidadãos dos Estados Unidos e a discriminação contra grupos afro-americanos e grupos étnicos/raciais semelhantes constituem um permanente paradoxo da sociedade norte-americana. Este ensaio examina esta contradição, explorando de que modo uma retórica familiar gendrada contribui para a percepção de raça e de identidade nacional dos Estados Unidos. Baseando-se nas experiências das mulheres afro-americanas para a análise, o artigo sugere que o tratamento de cidadania de segunda classe dispensado às mulheres afro-americanas espelha uma crença de que são "como da família", ou seja, legalmente essas mulheres são parte do Estado-nação estadunidense, mas, ao mesmo tempo, estão internamente subordinadas. Para investidas tais relações, o artigo examina: 1) como a intersecção das hierarquias sociais de raça e etnia fomenta uma compreensão racializada da identidade nacional estadunidense; 2) como a retórica gendrada do idea familiar americano naturaliza e normaliza as hierarquias sociais; e 3) como a retórica da família gendrada incentiva contruções racializadas de uma identidade nacional estadunidense como uma grande família nacional.
- Revista Gênero, v.8 n.1

A partir da discussão sobre o lugar do corpo feminino subalterno, palco de conflitos onde se desdobram as tensões resultantes das relações desiguais de gênero, raça e classe no Brasil, este artigo se propõe a realizar uma leitura de textos ficcionais recentes - nomeadamente os romances As mulheres de Tijucopapo, de Marilene Felinto, e Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo, e o filme O céu de Suely, de Karim Aïnouz -, inserindo-os no debate de um projeto de tradução da agenda pós-colonial para o português. Decorrentes dessa abordagem, temas como a viagem, o deslocamento e o exílio farão parte da experiência subjetiva ficcionalizada que se irá enfocar, e serão, portanto, também objeto de interpretação
- Estudos Feministas, vol. 17, n.3

Neste artigo a autora analisa a invisibilidade da raça e da experiência das mulheres negras no campo dos estudos da mulher brasileiros. A partir de um olhar comparativo sobre estudos da mulher no Inglaterra, nos Estados Unidos e no Canadá a autora explora como questões sobre diferença racial entre as mulheres não foram tratadas nos diferentes contextos nacionais. A análise enfatiza a ausência da raça na maior parte dos estudos da mulher no Brasil e sugere que, para um melhor entendimento da diversidade das experiências das mulheres brasileiras, é preciso dar um maior enfoque para “diferença” racial e para a relação entre raça e gênero.
- Estudos Feministas, vol. 8, n.2
