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Sobre o CEDOCObras sobre “raça”
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bell hooks relaciona as opressões veiculadas pela apologia ao inglês padrão com os usos das variantes da língua inglesa nos Estados Unidos. A autora discute o lugar da linguagem nas relações de poder, especificamente nas hierarquias raciais, e propõe a ressignificação dos usos lingüísticos para a emancipação dos oprimidos.
- Estudos Feministas, vol. 16, n.3
- 2008

Este artigo examina diferenças entre mulheres negras e brancas no ensino superior no Brasil. Com base em dados coletados na Universidade Federal Fluminense discutimos as razões pelas quais negras e brancas ocupam diferentes posições na hierarquia acadêmica.
- Estudos Feministas, vol. 16, n.3
- 2008

O artigo desmascara a posição pública assumida por Gabriela Mistral como defensora dos povos indígenas, argumentando que no âmbito privado sua posição foi absolutamente oposta a qualquer afirmação sexual pública não-normativa. A autora sugere três operações críticas para a leitura da obra de Mistral sobre o sujeito da “raça” latino-americana: a recusa da negritude (Mistral reage a ela com ansiedade, sexualização e patologização, ou seja, com atitudes brancas estereotipadas), a cumplicidade da linguagem da diversidade com as práticas do pensamento supremacista branco (evidenciada em sua correspondência) e o papel da queerness no nacionalismo racializado de Mistral (sua atitude queer acabou ajudando a aprimorar a heteronormatividade e o projeto racial latino-americanista).
- Estudos Feministas, vol. 13, n.2
- 2005

Neste artigo, o autor pretende explorar desenvolvimentos do processo conhecido como reafricanização da cultura e da política em Salvador corporificados na cristalização transitória de determinada figura social conhecida como o brau. Essa seria uma inflexão de masculinidade informada pelas tensões raciais e de gênero em Salvador, assim como uma reapropriação localizada de temas culturais da diáspora africana. Braus foram (são) jovens negros da periferia que re-inventam uma visualidade/corporalidade negra a partir de releituras da ‘cultura’ soul norte-americana e ao mesmo tempo são estigmatizados pela classe média como violentos, de “mau-gosto” e hiper-sexualizados, ou seja, excessivamente ‘negros’ e excessivamente ‘masculinos’, em uma hiperbolização que em certo sentido contradiz com sua estigmatização.
- Estudos Feministas, vol. 13, n.1
- 2005

Este artigo procura analisar a produção literária pornográfica desde a segunda metade do século XIX até o início do XX no Brasil. Também conhecidos como “leitura para homens” ou “romances para homens”, esses enredos alcançaram uma repercussão singular naquele período. Se, em um primeiro momento, essas narrativas, repletas de fantasias e desejos, tratavam de questões sociais e políticas, com a chegada do novo século, de modo evidente, elas passaram a estabelecer um estreito diálogo com as teorias médicas e científicas da época.
- Cadernos Pagu, Quereres, v.28
- 2007
