Instituto de Estudos de Gênero
Palavra-chave

Obras sobre “masculinidade”

52 resultados

Artigo
As contribuições dos estudos de gênero no âmbito das homossexualidades: o Masculino como questão

Neste ensaio, procuro dialogar com os estudos de gênero com o objetivo de estabelecer reflexões sobre os temas masculinidade e homossexualidade no âmbito da teoria social contemporânea. Considero que a homossexualidade se mostra como um lócus de debate importante por se posicionar a partir de parâmetros de transgressão e de recriação da dicotomia homem/mulher e masculino/feminino, abrindo novos debates nas relações de poderes e hierarquias construídas culturalmente. Este texto tem por objetivo analisar a categoria gênero e suas implicações no contexto da diversidade sexual.

  • Revista Gênero, Vol. 11, n. 2
Artigo
Revendo estereótipos: o papel dos homens no trabalho doméstico.

Este artigo apresenta, de forma resumida, os resultados de uma pesquisa sobre a participação masculina no trabalho doméstico, no cotidiano familiar e no cuidado com os filhos pequenos. Os procedimentos adotados em tal pesquisa incluíram etapas de natureza qualitativa e quantitativa. A primeira contou com entrevistas exploratórias, debates com grupos de homens de renda familiar inferior a cinco salários mínimos, pais de filhos com menos de 14 anos, por meio da metodologia de grupos focais. Na parte quantitativa foram utilizados dados secundários sobre a participação masculina nos "afazeres domésticos" e sobre o tempo gasto em tais atividades, obtidos nas bases de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) de 2006.

  • Estudos Feministas, vol. 20, n.1
Artigo
Gênero e cotidiano escolar: dilemas e perspectivas da intervenção escolar na socialização afetivo-sexual dos adolescentes

Este artigo analisa as classificações de gênero utilizadas por professores que desenvolvem projetos de orientação sexual na cidade do Rio de Janeiro para explicar as perspectivas e os dilemas da intervenção escolar na socialização afetivo-sexual dos adolescentes. O material empírico que sustenta as argumentações é composto de 16 entrevistas em profundidade, realizadas com docentes responsáveis pelos espaços escolares onde se desenvolvem projetos de orientação sexual no ensino fundamental do Rio de Janeiro: os Núcleos de Adolescentes Multiplicadores (NAMs). Também foram realizadas "observações participantes" em um curso de formação para professores que desejam trabalhar com orientação sexual na escola. As representações de gênero apresentadas oscilam entre classificações modernas e tradicionais sobre a feminilidade e a masculinidade. Os projetos eram coordenados majoritariamente por professoras, e a participação discente também era basicamente feminina. As professoras buscavam coerência entre sua atuação nos espaços escolar e familiar. Porém, ao mesmo tempo que orientavam seus alunos para combater as desigualdades de gênero, apresentavam dúvidas e incertezas quanto à possibilidade de educar seus filhos a partir de ideais igualitários de gênero, principalmente os filhos homens. Situações domésticas contrastavam com performances em sala de aula, apresentando tensões entre negação e afirmação das masculinidades e feminilidades tradicionais.

  • Estudos Feministas, vol. 17, n.1
Artigo
Observações sobre a libido colonizada: tentando pensar ao largo do patriarcado

Nestas observações procuro refletir sobre algumas conseqüências da maneira como pensamos e vivemos nossos desejos. Procuro contrastar nossos desejos com a idéia de liberdade e com a maneira como pensamos a natureza. Isso me leva rapidamente a pensar na pornografia, na identidade masculina e em seguida no nosso regime de auto-estima. Desemboco então em um conjunto de temas que se relacionam com as estruturas institucionais e emocionais do patriarcado sob um regime de heterossexualidade normatizada. Tento considerar esses temas sob um ponto de vista da experiência de quem foi treinado na masculinidade e se incomoda com suas conseqüências. Procuro encontrar um modo de repensar o agenciamento de nossos desejos e encontrar caminhos para um exercício de nossas capacidades de desejo que sejam, de alguma forma, mais livres.

  • Estudos Feministas, vol. 12, n.1
Artigo
Chorar, Verbo Transitivo

Este estudo analisa o choro e/ou a ausência dele como um dos parâmetros usados, especialmente nos séculos XIX e XX, para se definir masculinidade e virilidade. Examina também os discursos das emoções fortes (fúria, medo, dor, vergonha) e as mudanças de código do significado de masculinidade e virilidade que ocorreram a partir dos anos 60, fomentadas, em parte, pelos movimentos de contra-cultura. Utiliza vários textos (o filme “A intrusa”, algumas passagens de Grande sertão: veredas, o Canto V de Os lusíadas e várias letras do cancioneiro popular brasileiro) como exemplos da desconstrução da masculinidade e da virilidade e das discussões teóricas apresentadas ao longo deste trabalho.

  • Cadernos Pagu, Trajetórias do gênero, masculinidades..., v.11

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