Instituto de Estudos de Gênero
Palavra-chave

Obras sobre “masculinidade”

52 resultados

Artigo
Masculinidade, Sexualidade e Estupro as Construções da Virilidade

O ensaio trata de modalidades de construção da virilidade. Tem como referência falas de prisioneiros sentenciados por estupro. A pesquisa revela que as suas representações oscilam entre a atribuição do qualificativo de monstruosidade e sua caracterização como o mais banal ato de relações sexuais entre homens e mulheres. O transformismo dos sentidos culturais em torno da idéia de estupro é um dos pontos centrais deste artigo. As representações do estupro levam a caracterizá-lo como um forte núcleo do “imaginário da sexualidade de gênero”, que distingue radicalmente os lugares do masculino e do feminino. O estupro representa a reafirmação do caráter sacrificial dos corpos das mulheres.

  • Cadernos Pagu, Trajetórias do gênero, masculinidades..., v.11
Artigo
De Clonagens E De Paternidades: As Encruzilhadas Do Gênero

Centrando-me nas concepções sobre paternidade presentes em diversos âmbitos – mídia, o acadêmico e ONGs – levanto, neste texto, algumas questões. Pensando nas noções de gênero como mediadoras das concepções sobre paternidade, pergunto-me sobre a importância da paternidade na elaboração das concepções sobre masculinidade. Indago-me também sobre as concepções e relações de gênero reveladas através do estudo da masculinidade.

  • Cadernos Pagu, Trajetórias do gênero, masculinidades..., v.11
Artigo
O significado da compra: desejo, demanda e o comércio do sexo

Feministas e outros acadêmicos vêm debatendo teoricamente o que exatamente é comprado numa transação de prostituição e se o sexo pode ser “um serviço como qualquer outro”, mas raramente lidaram empiricamente com essas questões. Este artigo se baseia em observações de campo e entrevistas com clientes masculinos de trabalhadoras do sexo comercial e com agentes do Estado encarregados de regulá-las para investigar os significados dados a diferentes tipos de trocas sexuais comerciais. Manifestados por detenção e re-educação de clientes, apreensão de veículos, leis mais estritas sobre a prostituição de menores e a posse de pornografia com crianças, recentes esforços do Estado para problematizar a sexualidade masculina em todos os EUA e Europa Ocidental se desenvolveram ao lado de uma ética de consumo sexual descontrolada, evidenciada pela imensa demanda por pornografia, clubes de strip-tease, “lap-dancing”1, acompanhantes, sexo por telefone e “turismo sexual” em países em desenvolvimento. Ao situar a troca sexual comercial dentro do contexto mais amplo das transformações pósindustriais da cultura e da sexualidade, podemos começar a desvendar esse paradoxo.

  • Cadernos Pagu, Trânsitos, v.31
Artigo
A construção da masculinidade e a banalidade do mal: outros aspectos do trabalho escravo contemporâneo

O texto estimula a discussão e a reflexão sobre outros aspectos que envolvem a escravidão contemporânea no Brasil: o processo de construção da masculinidade que permeia a partida dos jovens trabalhadores rurais que acabam enredados no endividamento progressivo e, paralelo a este, o processo de desenraizamento social, que apaga os laços com a família deixada para trás e com os lugares de origem desses jovens trabalhadores. Isso acentua sua vulnerabilidade e contribui para que suas vidas sejam destituídas de valor político e importância social.

  • Cadernos Pagu, Trânsitos, v.31
Artigo
Território, soberania e crimes de segundo Estado: a escritura nos corpos das mulheres de Ciudad Juarez

O ensaio examina o caso dos feminicídios que resultaram em pelo menos 300 mulheres assassinadas durante os últimos 11 anos em Ciudad Juarez, Chihuahua, na fronteira norte do México. Em todos esses anos, as autoridades apresentaram somente uns poucos suspeitos, sem nunca conseguir convencer a opinião pública de sua culpabilidade. Impunidade e proteção dos assassinos são evidentes tanto para a opinião pública local como para os observadores internacionais. Eu sugiro que o que é escrito no corpo das mulheres brutalmente assassinadas é a assinatura de um poder local e regional que também conta com tentáculos nacionais. Esses atos de violência aparentemente irracional enunciam, para além de qualquer dúvida, o poder discricionário de seus perpetradores e o controle que eles detêm sobre pessoas e recursos de seu território, selando e reforçando com isso um pacto de fraternidade.

  • Estudos Feministas, vol. 13, n.2

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