CEDOC
Sobre o CEDOCObras sobre “movimentos sociais”
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Esta dissertação toma como objeto a participação feminina em movimentos populares urbanos a partir de um característico grupo de mães do Recife: o Grupo de Mães do Alto da Favela. Objetivando uma compreensão ampliada do conjunto de significados que suas sócias fundadoras atribuem ao engajamento nas lutas populares e dos redimensionamentos dos espaços de poder por elas cotidianamente vivenciados nas instâncias pública e privada, foi realizado um trabalho de campo antropológico com base na observação direta dos comportamentos e em entrevistas semi-estruturadas. Os dados da pesquisa foram analisados sob uma perspectiva construída a partir da adequação entre três correntes de pensamento: epistemologia feminista, antropologia interpretativa norte-americana e hermenêutica de Paul Ricoeur.
- Universidade Federal de Pernambuco
- Mestrado
Este trabalho teve como objetivo compreender a participação das mulheres nos partidos, sindicatos e movimentos sociais de mulheres, em Minas Gerais, na Década da Mulher-75-85, em sua dimensão educativa.Isto é, lendo a prática política como processo socializador, percebemos que o educativo que buscávamos se estava realizando nesses espaços em que coletivamente se construíam os sujeitos sociais. Tomaram-se três espaços distintos, referidos a diferentes esferas:à política stricto sensu, ao trabalho (produção) e à vida em seu sentido mais geral (cotidiano, esfera privada, reprodução). Durante a elaboração da dissertação, a luta das mulheres configurou-se como uma luta por cidadania.Assim ainda, que não fosse a nossa preocupação inicial, a cidadania se fez questão para nós. Para a realização deste trabalho, fizeram-se levantamentos junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais e ao Arquivo Público Mineiro, entrevistas com mulheres militantes em partidos, sindicatos e no movimento de mulheres em Minas. A partir das entrevidtas, a dificuldade das mulheres em relação à fala pública ganhou centralidade e inspirou o título da dissertação: "Do ruído à fala", pois verificamos que essa luta se dá particularmente em torno da construção de uma fala própria, que constitua um novo sujeito social:as mulheres
- Universidade Federal de Minas Gerais
- Mestrado
Em meados da década de 80, desencadeou-se um debate que opunha duas abordagens dominantes dos movimentos: uma orientada pelas estratégias e outra orientada pelas identidades. A primeira remetia ao paradigma americano da mobilização de recursos e a segunda ao paradigma europeu dos novos movimentos sociais. No intuito de analisar a possibilidade de síntese entre esses dois paradigmas realizou-se um estudo teórico-comparativo.
- Universidade Federal de Pernambuco
- Mestrado
Parto e Poder é um estudo antropológico que analisa as relações entre assistência ao parto e políticas de humanização desenvolvidas no Brasil e que atendem recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde). Um dos principais atores que protagoniza as ações em prol da humanização é a REHUNA (Rede de Humanização do Parto e do Nascimento), teia de movimento que abriga profissionais da saúde e ONGs ligadas ao feminismo. A pesquisa empírica enfoca, assim, a REHUNA (suas formas de organização e seu ideário), e também duas experiências institucionais de humanização da assistência: uma maternidade pública em Florianópolis, Santa Catarina e dois cursos de capacitação de parteiras tradicionais, no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Foram feitas, assim, três etnografias: da Rede, da Maternidade e dos Cursos, através de observação participante, entrevistas e histórias de vida. O movimento pela humanização do parto é visto como um desdobramento do parto sem dor, vanguarda obstétrica que veio da Europa nos anos 50, e que já explicitava as relações intrínsecas entre parto e política. O Parto Humanizado atual incorporou um ethos individualista-libertário, comum aos movimentos sociais pós-anos 70 e partilhado por camadas médias urbanas, as quais pertencem os ativistas da rede. Procura-se compreender como o feminismo é interpretado pelo movimento e se a humanização da assistência ao parto aponta para mudanças nas relações de gênero e de poder que historicamente constituíram o campo da assistência ao parto no Brasil.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Doutorado

PROJETO DE TESE Parto e Poder é um estudo antropológico que analisa as relações entre assistência ao parto e políticas de humanização desenvolvidas no Brasil e que atendem recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde). Um dos principais atores que protagoniza as ações em prol da humanização é a REHUNA (Rede de Humanização do Parto e do Nascimento), teia de movimento que abriga profissionais da saúde e ONGs ligadas ao feminismo. A pesquisa empírica enfoca, assim, a REHUNA (suas formas de organização e seu ideário), e também duas experiências institucionais de humanização da assistência: uma maternidade pública em Florianópolis, Santa Catarina e dois cursos de capacitação de parteiras tradicionais, no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Foram feitas, assim, três etnografias: da Rede, da Maternidade e dos Cursos, através de observação participante, entrevistas e histórias de vida. O movimento pela humanização do parto é visto como um desdobramento do parto sem dor, vanguarda obstétrica que veio da Europa nos anos 50, e que já explicitava as relações intrínsecas entre parto e política. O Parto Humanizado atual incorporou um ethos individualista-libertário, comum aos movimentos sociais pós-anos 70 e partilhado por camadas médias urbanas, as quais pertencem os ativistas da rede. Procura-se compreender como o feminismo é interpretado pelo movimento e se a humanização da assistência ao parto aponta para mudanças nas relações de gênero e de poder que historicamente constituíram o campo da assistência ao parto no Brasil. *A tese final está disponível online em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/86639/207876.pdf?sequence=1&isAllowed=y
- Universidade Federal de Santa Catarina
