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Sobre o CEDOCObras sobre “sexualidade”
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10ª Roda: Gênero, Corpos e Saúde Aconteceu no dia 26 de Junho de 2023, transmitido pelo canal do Youtube Comunicação Instituto de Estudos de Gênero. Coordenação: Professora Débora de Carvalho Figueiredo Debatedore: Ale Mujica Rodriguez (Saúde Coletiva/UFSC) A roda traz os seguintes trabalhos: "O (não) silenciamento de corpos: uma análise crítica do discurso de campanhas sobre o HIV no Brasil", por José Augusto Simões de Miranda - NUGAL; "Uma compreensão feminista e decolonial da saúde única nas periferias", por Yarlenis Mestre Malfrán - LEGH; "A vivência da menstruação para pessoas em situação de pobreza menstrual", por Beatriz Alvez - NUGEMS; "Corpos na grande aceleração: gênero e história ambiental", por Luciana Rosar Fornazari Klanovicz - LABGEF Ale Mujica Rodriguez também traz questões para debate sobre os trabalhos apresentados, e foi aberta uma rodada de perguntas aos participantes da live. Rodriguez tem experiência na área de Medicina, com ênfase nos estudos nas áreas de Chagas e sexualidade. Desenvolve pesquisas no campo das questões Trans (Transexualidades, travestilidades e trangeneridades) saúde LGB, gênero e saúde, gordofobia, políticas públicas. Elu participa ativamente do movimento Trans e lésbico, do movimento gordo, do movimento feminista em saúde e da frente catarinense pela legalização e descriminalização do aborto.
- Universidade Federal de Santa Catarina

"Brigitte Bagnol, é doutorada em antropologia, conferencista sénior visitante no Departamento de Antropologia da Universidade de Witwatersrand em Johannesburg, na África da Sul. Tem realizado pesquisas relacionadas essencialmente com a antropologia ecológica em vários países da África Austral. Esmeralda Mariano, é docente no Departamento de Arqueologia e Antropologia (DAA) da Faculdade de Letras e Ciências Sociais (FLCS) da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), onde tem leccionado as cadeiras de Antropologia da Saúde e Doença, Cultura e Sexualidade, e de Antropolofia Ecológica, e docente convidada na Faculdade de Medicina, no Curso de Mestrado em Saúde Pública. É também investigadora essencialmente nas áreas do género, saúde sexual e reprodutiva e da medicina tradicional."
- Português
- BAGNOL, Brigitte, Esmeralda e MARIANO

O capítulo "O futuro das relações entre os sexos" originalmente foi um ensaio da autora publicado no Internacional Social Science Journal, vol. XXI de 1969. Porém posteriormente foi inserido como capítulo final da obra A Crise da Família. HELLER, Agnes. O futuro das relações entre os sexos. In: A CRISE da Família. [S.L.]: Editora Paz e Terra, 1971. p. 49-61.
Este é um trabalho dedicado a pesquisar as representações entre o HIV/Aids em mulheres das camadas populares urbanas brasileiras, as mais atingidas pela via sexual de transmissão da infecção, cruzando suas vivências dessa questão com as estratégias de prevenção propostas pelo Programa Nacional de DST/Aids, do Ministério da Saúde.
- Universidade Federal do Rio de Janeiro
- Doutorado
Esta tese analisa o modo como as noções hegemônicas de sexo e gênero são representadas nos filmes de temática lésbica, gay, bissexual, travesti, transexual, transgênero e queer exibidos no Brasil a partir dos anos 1980 aos dias atuais. Com base principalmente nas teorias feminista da representação, de Laura Mulvey (1983), do aparelho cinematográfico de Teresa de Lauretis (1994, 2003) e da conceituação de Michel Foucault sobre discurso, foi possível observar, criticamente, como estas noções foram construídas e representadas nos filmes que, em sua maioria, assisti ao longo da minha trajetória como espectador deste cinema. São analisadas cenas de sete filmes dos anos 1980, cinco dos anos 1990, seis dos anos 2000 e quatro de 2010 em diante. Excepcionalmente cenas de dois filmes dos anos 1970 são também analisadas. A maior parte das produções é estadunidense, mas há outras provenientes de diferentes países. Analisei e problematizei, através do estudo, os entrecruzamentos das categorias de gênero, sexualidade, raça/etnia, classe e gerações em conflito e negociação no jogo das forças sociais em disputa que as construções discursivas das narrativas fílmicas tematizam. Por meio da problematização na qual o cinema é identificado como uma tecnologia de gênero/política, foi possível compreender como os discursos fílmicos reafirmam os estereótipos acerca dos binarismos generificados cisheteronormativos e, concomitantemente, também apontam para outros percursos, transgressores e críticos a este sistema binário. É no discurso (por meio dele) que estas lutas vão operar e se evidenciar. E nos discursos fílmicos no cinema LGBTQ também estas lutas se evidenciam. Desta forma, os filmes realizam tanto a reafirmação dos valores dominantes quanto o questionamento destes a partir da crítica às masculinidades e feminilidades normatizadas e, assim, favorecem a ampliação das perspectivas acerca do entendimento social sobre questões de identidade, dissidências de gênero e sexualidades não normativas. Além disso, foi possível compreender, em virtude do contexto histórico e cultural a partir dos quais cada filme foi produzido, como tal tema, relacionado às questões LGBTQ, foi tratado no momento e como ele representou, na ocasião, certas noções discursivas acerca do gênero e da sexualidade.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Mestrado
