Instituto de Estudos de Gênero
Palavra-chave

Obras sobre “subjetividade”

37 resultados

Tese
Homens no mercado do sexo: fluxos, territórios e subjetivações

Esta tese de doutorado em Psicologia buscou cartografar territórios existenciais que se constituem nas experiências de homens que atuam no mercado do sexo. Inicialmente, foram apresentados alguns debates contemporâneos sobre prostituição, trabalho sexual e mercado do sexo. Destacaram-se algumas produções discursivas sobre a prostituição masculina, prática que historicamente esteve atrelada ao campo do desvio e das dissidências sexuais. A escolha teórico-metodológica que orientou a pesquisa foi balizada principalmente pelos princípios de cartografia (Deleuze e Guattari), de uma cartografia queer (Preciado) e de uma teoria radical do sexo (Rubin). Como estratégia de pesquisa, optou-se transitar por algumas redes pelas quais os garotos de programa circulam; conhecer e frequentar os territórios nos quais esses sujeitos atuam; problematizar imbricamentos macro e micropolíticos na constituição desses territórios; e, no diálogo com os boys, escutar suas histórias e narrativas de si. Para o traçado das cartografias, foram realizadas observações participantes nas chamadas "saunas gays" (estabelecimentos comerciais destinados a sociabilidades lúdicas e ao intercâmbio sexual entre homens) que permitiam o exercício do trabalho sexual de garotos de programa. O pesquisador frequentou saunas nas três capitais da região sul do Brasil (Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC) e Curitiba (PR)) e na capital paulista (São Paulo). Além das observações sobre as dinâmicas desses territórios, pôde-se conversar, de maneira informal, com vários homens trabalhadores do sexo que atuavam nesses espaços. Também foram realizadas entrevistas em profundidade com onze garotos de programa que trabalhavam em saunas dessas quatro cidades. As saunas foram problematizadas como pontos de territorialização do trabalho sexual, ou seja, se constituíam, para aqueles com os quais se pôde dialogar, como os principais territórios para o exercício do trabalho sexual, pelo menos naquele momento de suas vidas. Porém, como se nota ao longo dos capítulos, o trabalho sexual e o mercado do sexo não estão restritos a uma única territorialidade, mas estão articulados a diversas redes de circulação e em relações de agenciamentos com variados fluxos. A partir da escuta das narrativas dos interlocutores, foram analisados, desde diferentes ângulos, alguns vetores de territórios existenciais constituídos nos fluxos do mercado do sexo. Assim, foram problematizados os fluxos, códigos e territórios movimentados nas dinâmicas dos mercados do sexo; os modos pelos quais alguns homens aprendem o trabalho sexual e a se posicionar como garotos de programa; o caráter performativo das posicionalidades de sujeitos acionadas nessas práticas; os deslocamentos e migrações (trans)nacionais motivados pelo trabalho sexual; a construção das materialidades do corpo dos boys; entre outros temas.

  • Universidade Federal de Santa Catarina
  • Doutorado
Volume
Cadernos de Gênero e Diversidade, Subjetividade, Cultura e Poder: Politizando Masculinidades Negras, v.5 n.2

A Cadernos de Gênero e Diversidade é uma publicação trimestral dedicada a divulgar resultados de pesquisas e intervenções de interesse dos Estudos de Gênero, Estudos Étnico-Raciais, Estudos de Sexualidade e outros campos interdisciplinares envolvidos com questões de diversidade. A revista aceitará contribuições nos seguintes formatos: Artigos, Ensaios, Diários de Campo, Dossiês e Resenhas.

  • Cadernos de Gênero e Diversidade
Artigo
Pragmáticas íntimas: linguagem, subjetividade e gênero.

Este artigo discute entendimentos metapragmáticos e psicanalíticos de linguagem, gênero e desejo. Discute o desafio que cada abordagem disciplinar sobre linguagem, gênero e desejo coloca uma para a outra. Argumenta que uma teoria robusta de linguagem e gênero precisa que a subjetividade seja vista como uma ordem de fenômeno distinta das ordens semântica e pragmática do fenômeno linguístico. O artigo sugere duas propostas modestas como uma maneira de começar a entender a inter-relação entre linguagem e subjetividade. Começa com um breve panorama das abordagens linguístico-antropológicas para gênero e sexualidade. Então descreve a pragmática íntima do sujeito falante articulando trabalhos recentes sobre metapragmática e gênero com uma abordagem de inspiração psicanalítica sobre subjetividade e desejo.

  • Estudos Feministas, vol. 24, n.1
Artigo
Meta(na)morfoses lésbicas em Cassandra Rios

A literatura de Cassandra Rios, cuja posição no cânone da produção brasileira é marginal, pode ser compreendida como um campo de batalha de forças que tanto constroem como fazem ruir a ideia de um ser lésbica como algo estável. Se, por um lado, há uma tentativa de legitimar esse modo de vida, por outro, uma escrita mais sutil, subterrânea e errática, desestabiliza essa legitimidade em nome de uma fluidez subjetiva que posterga a definição de uma identidade, ao trazer à tona uma série de transformações, linguísticas e diegéticas que propõem múltiplas formas de existência.

  • Estudos Feministas, vol. 21, n.1
Artigo
“Você vira Freak Show” – Fragmentos de um documentário escrito

Este artigo é um “documentário escrito” composto por quatro cenas da vida de Marcos. As cenas descritas não foram escolhidas ao acaso, mas sim intencionalmente, haja vista que elas representam alguns aspectos que me interessam na reflexão sobre questões que envolvem identidades, mais especificamente identidades de gênero, dentro de uma lógica polissexual, engendradas pelas tecnologias moles e líquidas na produção de corpos e subjetividades que operam na sociedade farmacopornográfica, como nos apresentam Beatriz Preciado, Michel Foucault e Judith Butler, entres outros autores que emprestarão suas vozes neste documentário textual.

  • Revista Gênero, Vol. 12, n. 2

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