
ENTREVISTA - Conhecendo a equipe do IEG
Dando continuidade a série de entrevistas com a equipe que integra o IEG, a entrevista é com Natália Spechotto, estudante de Psicologia e bolsista do Projeto Artivismo.
A entrevista desta edição dá continuidade à série de entrevistas com a equipe que integra o IEG e fazem acontecer nos bastidores, contribuindo com ideias e realizando projetos. Nosso objetivo é trazer o pensamento da equipe, mostrando suas ideias, sonhos e reflexões sobre os estudos de gênero e feministas. Nesse boletim trazemos a contribuição de Natália Spechotto, estudante de Psicologia e bolsista do Projeto Artivismo.
Conte-nos como você se aproximou do IEG e como suas atividades dentro do Instituto se relacionam com seus estudos na UFSC.
Natália Spechotto (NS): Por mais que pareça contraditório, foi a pandemia que me aproximou da Universidade. Sou estudante de Psicologia, sexto semestre, e sempre me dividi entre trabalho e a graduação, então pouco tempo me sobrava para interagir no campus. Quando entramos no ERE, logo procurei me inserir nos pilares de Ensino, Pesquisa e Extensão, e foi assim que conheci o IEG. Hoje sou bolsista do Projeto de Extensão intitulado ‘Arte, Performance e Política’, o Artivismo, vinculado à Comissão de Movimentos Sociais do Fazendo Gênero. Toda essa articulação entre academia e sociedade, na promoção de espaços de diálogo e intervenções, propondo reflexões interseccionais entre racismo, patriarcado, cisheteronormatividade, de ordem sociais, econômicas, políticas e culturais são riquíssimas para minha formação, pois são muitos os marcadores sociais que nos afetam e nos dão lugar de existência. Propor essas reflexões e ações ampliam nossas possibilidades no mundo.
Quais têm sido suas atividades e prioridades como bolsista do IEG, considerando o atual momento que vive a UFSC, o país e o mundo, diante da pandemia da Covid-19?
NS: São tempos desafiadores esses da nossa conjuntura atual com a Pandemia e tantas crises pensando especificamente no contexto do Brasil. Ingressei no IEG logo após o Fazendo Gênero 12, então minhas primeiras atividades diziam respeito a construção de uma memória e consolidação de informações pós-evento de tamanha amplitude. Também venho me capacitando para apoiar enquanto equipe técnica a promoção e transmissão de outros encontros na articulação entre artistas, ativistas, movimentos sociais e artivistas tudo de maneira on line. Junto a equipe do Projeto realizamos reuniões semanais de planejamento para essas atividades, além de atender outras demandas das redes do IEG.
Estar no IEG e de certa forma em contato com os estudos de gêneros e feministas têm causado efeitos na sua trajetória pessoal e acadêmica e profissional? Como?
NS: Estar atenta, me construindo e reconstruindo diariamente é um dos maiores efeitos e desafios na minha vida. O IEG me instiga a estudar mais, a me aprofundar mais nas causas feministas, antirracistas e antilgbtfóbicas, questões ambientais e sociais, na luta dos povos originários e indígenas pelo direito ao território, além me de fazer conectar com toda ancestralidade presente nesses saberes. Ter contato com essas teorias me desacomoda na minha forma de pensamento e na prática, pois passo a ter um olhar crítico para o mundo e aos poucos vou furando minha própria bolha. Além disso, sinto que o IEG criou um ambiente de acolhimento, respeito e muito afeto ao estudar, problematizar, refletir e intervir diante de tantas demandas sociais.









