
Os desafios dos 15 anos do IEG
Nesse percurso, diferentes gerações de pesquisadoras/es dão e deixam um pouco de si, para formar essa rede IEG, que supera pandemias, distâncias, desencontros presenciais, mas realiza projetos, sonhos, encontros on-line...

No dia 21 de dezembro de 2020 o IEG completa 15 anos, que começamos a comemorar no dia 11 de março passado, com a Assembleia Geral, onde nos reunimos pela última vez. Nesse percurso, diferentes gerações de pesquisadoras/es dão e deixam um pouco de si, para formar essa rede IEG, que supera pandemias, distâncias, desencontros presenciais, mas realiza projetos, sonhos, encontros on-line, e se soma na busca pela transformação da realidade social através do ensino, da pesquisa e da extensão.
O ano de 2020 foi intenso e desafiador no sentido individual e coletivo, pois o mundo conheceu a experiência de uma pandemia que nos colocou em distanciamento social, e nos levou a aprender novas formas de nos organizar coletivamente, de realizar nosso trabalho, repensar as formas de existências e de relação com a natureza, assim como com nossos espaços e tempos, rotinas e com as novas subjetividades que vem sendo produzidas.
Nos impediu muitas coisas, especialmente os encontros, os abraços, o estar nas salas de aulas debatendo face a face, o estar nas ruas engajadas na luta por direitos. Nos favoreceu outras, como reencontrar pessoas de muito longe, salas de aula com pessoas do Brasil e do exterior, debates (lives) com intelectuais que dificilmente tínhamos acesso, entre outras coisas.
Para o mundo acadêmico essas modalidades foram de fácil adaptação, entretanto o IEG se solidariza com as vidas das mulheres e populações LGBT+ que estão em permanente luta pela sobrevivência, dentro de um sistema econômico falido, que tem implicações sociais, políticas e culturais.
A luta contra todas as opressões e suas interseccionalidades se mostra cada vez mais presente, atual e necessária, assim como pesquisas e debates que contribuam para visibilizar essas realidades e para buscar alternativas que oportunizem uma vida digna para todas as pessoas.
Nesse ano de desafios da UFSC trabalhando de casa, o IEG esteve presente e solidário, realizando ações de ensino, pesquisa e extensão, promovendo debates sobre o combate às violências, sejam elas domésticas, de Estado, políticas, seja ela de silenciamento e opressão de vozes, de racismo e preconceito, de capacitismo, de classe, sobre corpos dissidentes, sobre um Estado que promove políticas de morte.
Somando-se às ações do conjunto da UFSC, a coordenação do IEG trabalhou muito para adequar as atividades on-line e tocar os projetos, contando com a inestimável contribuição da equipe de bolsistas, que mais uma vez deram seu melhor para tudo dar certo, comprovando a importância do investimento na área de projetos e extensão da UFSC. Os Núcleos e Laboratórios foram incansáveis na continuidade de suas atividades de pesquisa.
Continuamos com as ações das frentes: na Revista Estudos Feministas aumentou o fluxo de submissões, o Espaço Cultural Gênero e Diversidades desenvolveu dois projetos on-line, no Ensino e Cursos foi realizado o 8. Curso de Curta Duração sobre Feminismos Negros e a Luta Antirracista, no CEDOC seu acervo no site do IEG está incrível, a área de Estudos de Gênero do PPGICH recebeu novas alunas, realizou disciplinas novas, coordenou o PRINT (doutorandas fizeram seus doutorados sanduíches em meio a pandemia). Por fim, a preparação do Fazendo Gênero 12, que será on-line, nunca parou. Foram realizadas atividades rumo a 2021, o projeto Artivismo continua suas ações e as comissões trabalham com afinco para o evento em julho do próximo ano.
Nesse novo ciclo que chega, marcado por um calendário inventado, mas que para nós significa um novo recomeço, desejamos a toda rede de pessoas ligadas ao IEG energias renovadas, equilíbrio para lidar com os desafios, forças físicas e espirituais para alimentar seus projetos. Acima de tudo, desejamos capacidade de sonhar e seguirmos juntas/os/es!









