
"QUANTAS MAIS VÃO PRECISAR MORRER PARA QUE ESSA GUERRA ACABE?"
No início de dezembro completou mil dias sem Marielle e Anderson. Trinta e três meses sem resposta. Vinte e quatro mil horas sem justiça.
No início de dezembro completou mil dias sem Marielle e Anderson. Trinta e três meses sem resposta. Vinte e quatro mil horas sem justiça. Em entrevista para o G1, Anielle Franco, irmã de Marielle, explicita: “Eu entendo a gravidade desse crime, eu entendo a dificuldade que deve ser chegar a quem mandou matar. E eu realmente passei mil dias tentando entender qual o motivo de ser a minha irmã, por que ela? E eu não consigo entender. Mas dentro de mim eu espero que a gente não tenha que esperar mais mil dias por uma resposta”.
Marielle, Anderson, Emily, Rebeca, João Alberto, João Pedro, Amarildo, Cláudia, Evaldo, Luciano, Luís Carlos e centenas de vítimas negras assassinadas de forma brutal. Casos de grande visibilidade, como os citados anteriormente, tornam as discussões mais “evidentes”, porém não é o suficiente. Segundo dados do IBGE, entre 2012 e 2017, foram registradas 255 mil mortes de negros por assassinato. O IPEA revela, que o percentual é 132% maior do que o de brancos. O racismo acontece em todas as esferas da sociedade, faz parte da estrutura, e a luta contra a discriminção não é apenas necessária, e sim imprescindível! Marielle se tornou símbolo de resistência!
Lutaremos até que todas, todos e todes sejam livres!
Imagem: Bi Santiago (apresentada durante oficina do projeto "Arte, performance e política: artivismo e relações entre academia-movimentos sociais" vinculado ao Fazendo Gênero 12).
Texto: Débora Speck e Pâmela de A. Martins.









