Instituto de Estudos de Gênero

CEDOC

O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.

Tese
"Não é o certo, mas foi o certo pra mim": Estudo etnográfico sobre o aborto provocado entre adolescentes

Este estudo qualitativo teve como objetivo descrever estratégias, crenças, valores e rituais compartilhados por meninas adolescentes que, diante da gravidez indesejada decidem fazer um aborto. Partindo da observação do significativo número de atendimentos obstétricos, incluindo curetagens pós aborto, em pacientes adolescentes no cotidiano do meu trabalho de enfermeira em uma maternidade da periferia de Betim, Minas Gerais, busquei compreender os significados desta vivência dentro do contexto cultural de meninas desta localidade. Através de observação participante e de entrevistas com nove informantes, dois moradores e sete adolescentes, foi identificado que o aborto é muito conhecido, existindo uma rede de informações sobre o mesmo e que esta experiência é um processo complexo, relatado numa sequência de acontecimentos que começa pela descoberta da gravidez, pela decisão de levá-la adiante ou abortar, fazer o aborto e viver suas complicações.

  • Universidade Federal de Minas Gerais
  • Mestrado
Tese
Mulheres na rua: prostituição feminina e o lugar da mulher

Essa dissertação teve por objetivo produzir conhecimento sobre a prostituição feminina realizada na Praça Tiradentes, no centro da Cidade do Rio de Janeiro, tendo como foco os valores e significados que as próprias mulheres expressam sobre a sua atividade. Com isso, pretendi abordar algo mais do que os impactos sociais da epidemia de AIDS, assunto usualmente tratado e vinculado a esse grupo, pesquisando a prostituição segundo uma perspectiva que, sem negligenciar a epidemia, não reafirmasse a parcialização da figura da prostituta como potencial e ameaçadoramente doente.

  • Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Mestrado
Tese
Aborto: As contradições do feminino

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  • Universidade Federal de Minas Gerais
  • Mestrado
Tese
Aborto: um olhar displicente da sociedade

Aborto: um olhar displicente da sociedade, tem por objetivo principal sistematizar a questão do aborto no Brasil. São abordados aspectos demográficos, econômicos, psicológicos, religiosos e sociais. Posteriormente faz-se uma revisão da literatura internacional e nacional. Também é analisado a questão religiosa e da legislação e os esforços para se descriminar o aborto no país. Conclui-se, procurando mostrar a necessidade da implantação de políticas que visem a descriminação/legalização do aborto.

  • Universidade Federal de Minas Gerais
  • Mestrado
Tese
Aborto como questão de saúde pública: Estudo da demanda de mulheres que recorreram ao hospital por complicações de aborto

Em Saúde Pública, não tem sido dada a devida ênfase ao estudo da interrupção provocada da gravidez, o aborto. O presente estudo se propôs a identificar determinadas características de natureza biológica, demográfica, social e institucional, em 2588 mulheres que tiveram sua gestação terminada em aborto, e que recorreram a um Hospital de zona urbana da Grande São Paulo, com complicações do aborto, de jan.78 a dez.82. Os resultados revelaram um aumento no atendimento de abortos, 13,6 aborto/parto, em 1978 para 11,8 em 1982; correlação entre idade, com estado marital, cor, ocupação e resultados gestacionais; < 20 anos (16,4%) eram não estáveis maritalmente (74,3%) e não brancas (52,6%); >= 20 anos a distribuição foi mais uniforme; 60% possuíam ocupações assalariadas-não especializada e a maioria não estáveis maritalmente; mulheres com 1 gestação anterior (G.A) mais de 50% das < 20 anos, tiveram como resultado 1 aborto, nas >= 20 anos foi 30; 72,4% das < 20 anos, com pelo menos 1 aborto anterior, eram não estáveis maritalmente, enquanto nas >= 20 anos, foi de 41,9%; houve correlação significativa entre idade da menarca (IM), idade na primeira relação sexual (IRS) e idade na primeira gravidez (IG) (primigestas); nas < 20 anos o tempo médio entre a IRS e IM foi 2,8 anos e entre a IG com IRS foi de 1,3 anos; a maior procura do serviço foi de quinta feira a sábado, no período de 18 a 23 horas. Considerando-se o progressivo aumento no número de atendimentos por complicações do aborto, a elevada proporção de complicações e abortos anteriores, especialmente em adolescentes, recomenda-se maior atenção na Saúde da Mulher, para que possa atuar com maior eficiência e eficácia, na questão do aborto.

  • Universidade de São Paulo
  • Doutorado

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