CEDOC
Sobre o CEDOCObras sobre “raça”
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Sabe-se que nos campi universitários brasileiros ocorrem casos de violência sexual, psicológica, racial, de gênero, de orientação sexual, entre outras, que ocorrem interligadas ainda que elas não sejam pesquisadas com a devida acuidade e/ou rigor acadêmico-científico necessário. Este livro descreve e analisa violências contra estuantes, especialmente as contra universitárias do sexo feminino, ocorridas na graduação da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Assim, por meio dessa publicação, busca-se iniciar pesquisas acadêmicas sobre esse assunto. Sua importância se deve não somente pelo seu pioneirismo, mas também pelo primeiro passo dado à construção e à consolidação, no futuro, de um campo de pesquisa sobre o tema.
- Português
- Sales Augusto dos Santos

A Cadernos de Gênero e Diversidade é uma publicação trimestral dedicada a divulgar resultados de pesquisas e intervenções de interesse dos Estudos de Gênero, Estudos Étnico-Raciais, Estudos de Sexualidade e outros campos interdisciplinares envolvidos com questões de diversidade. A revista aceitará contribuições nos seguintes formatos: Artigos, Ensaios, Diários de Campo, Dossiês e Resenhas.
- Cadernos de Gênero e Diversidade

Este artigo analisa as representações do arquipélago de Cabo Verde. A complexidade das relações de poder e subordinação será observado a partir de uma perspectiva feminista pós-colonial contextualizada em termos geográficos, históricos e culturais, considerando a intersecção entre as classificações de classe, género e raça. Este trabalho é uma crítica das representações hegemónicas de Cabo Verde e da estratégia de silenciar a violência do sistema histórico colonial.
- Estudos Feministas, vol. 24, n.3

Este artigo busca se aproximar da economia do desejo em seus íntimos vínculos com as relações raciais que marcam as saunas de michê em São Paulo. Depois de descrever algumas características de uma etnografia nas saunas de michê e indagar sobre suas especificidades, o texto passa a analisar a dupla inserção do corpo negro (como objeto de desejo e, simultaneamente, como objeto de repulsa) nesses espaços, bem como a refletir sobre a categoria “moreno”. O artigo finaliza sugerindo que as saunas apresentam um desejo racializado.
- Estudos Feministas, vol. 24, n.1

Este artigo tem o propósito de investigar as interfaces entre gênero, cor/raça e saúde pública no Brasil, tendo como foco a importância da saúde reprodutiva para a constituição de um feminismo negro no país, entre os anos de 1975 a 1993. O feminismo negro se formou a partir das relações entre as militantes negras e os movimentos feminista e negro. O tema da saúde reprodutiva, com recorte racial, adquiriu importância na década de 1980, a partir de denúncias de esterilizações cirúrgicas entre mulheres negras. O artigo investiga o contexto em que emergiram tais denúncias e a relevância dessas para a formação de uma identidade entre as ativistas negras.
- Estudos Feministas, vol. 20, n.1
