Instituto de Estudos de Gênero

CEDOC

O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.

Tese
Literatura em Anexo: o jornalismo cultural em Santa Catarina

Este trabalho buscou demonstrar, tomando por base uma experiência de cruzamento entre a literatura e o jornalismo no caderno cultural Anexo, como as características essenciais de ambos os campos, que são antagônicas, se conjugam para produzir um novo tipo de manifestação no universo das letras. Pretendeu, ainda, discutir a relação que se estabelece entre os agentes desses campos — isto é, escritores e jornalistas — e o destino também oposto dado pelo leitor ao produto de tal relação.

Tese
Veja, os anos 80 em revista: leitura e memória cultural

Esta dissertação tem como propósito maior a construção de uma memória de leitura que possui na revista semanal Veja a sua fonte principal. Esta revista, como importante veículo midiático, esteve presente na vida do autor deste trabalho e foi a sua grande fonte de interesse e leitura durante a década de oitenta, em um período formador de sua aptidão para a escrita e leitura. A justificativa desta proposta encontra-se no interesse e na importância que a memória tem na formação de qualquer indivíduo bem como na refabulação que este vai fazer em relação a tantas coisas por ela registradas. Assim, o objetivo aqui foi o de voltar às publicações da revista Veja nos anos oitenta, de janeiro de 1980 até dezembro de 1989, e reencontrar a materialidade escrita, os inúmeros textos e reportagens que construíram esta memória. Para tanto, houve a seleção de alguns tópicos especiais, as seções da revista mais ligadas à cultura de forma geral, para com elas elaborar esta dissertação que tem em cada capítulo uma ou algumas temáticas nascidas da compilação de várias seções da revista.

Tese
Tanta coisa guardada: memórias de leitura

Esta pesquisa se propõe a falar de leitura, na perspectiva daquilo que entende Roger Chartier: como uma prática. Nessa direção, me proponho a investigar práticas de leituras de alunos de 2º ano do Ensino Médio de três escolas de Florianópolis, com o objetivo de colher elementos que possibilitem situar em que momento a escola intervém de modo mais incisivo no processo de formação do leitor. Procuro demonstrar também outros agentes que atuam nesse processo e em que medida o livro é um bem cultural para o aluno. As práticas de leituras são rastreadas por meio da aplicação de um questionário e de entrevista oral, ambos com questões retrospectivas a respeito das histórias de leituras dos alunos. A memória, portanto, é o canal através do qual essas práticas de leituras são trazidas à luz, e é abordada na perspectiva da psicologia social, apoiando-me, entre outros autores, em Ecléa Bosi e Michel Pollak.

Tese
Histórias (d)e Mulheres

Uma proposta de leitura de um romance que conta quinhentos anos de história do Brasil ou quinhentos anos de história das mulheres no Brasil. Refiro-me à obra A mãe da mãe de sua mãe e suas filhas, de Maria José Silveira, publicada em 2002. Observa-se, na estrutura do romance, a relação que a autora estabelece entre ficção e história, num jogo bem undido entre vinte personagens mulheres. Apresento, desse modo, uma reflexão que incide sobre as tais personagens e o período histórico em que viveram. Entram em pauta debates morais, nos quais se afirma a periculosidade dessa prática e que resultam numa série de acontecimentos recolhidos, agrupados, organizados, de modo a constituir um anel de uma grande cadeia de fatos históricos. A cintilação destes, sem lei aparente, choca-se, mistura-se e comanda-se reciprocamente em torno de cada mulher, em cada momento de sua vida. Uma reconstituição da chegada dos portugueses ao Brasil, de 1500 até o século XXI. Ou seja, de Inaiá a Maria Flor. Entre elas, uma história de revolução constante, paciente, obscura e prudente, talvez.

Tese
Jamil Snege: Como ele se fez por si mesmo

A história da literatura brasileira (provavelmente, como as histórias literárias de outros países) é marcada pela omissão de autores cuja obra – de inegável valor estético e importância cultural – é conhecida, apenas e por diversas razões, no restrito limite do local onde é produzida. Daí ser uma das funções da crítica e da investigação acadêmica a tarefa de reler o passado remoto ou recente, descobrindo valores extraviados entre os bens culturais solidificados e postos em evidência, a fim de permitir a renovação/atualização do patrimônio literário e ampliar as possibilidades de entendimento de determinada tradição. A presente pesquisa foi buscar em Curitiba a obra do escritor e publicitário Jamil Snege – um desconhecido no restante do país –, tentando identificar as razões de seu aparente anonimato. Nesse percurso, focalizou-se a singular posição do escritor face ao mercado, incluindo algumas reflexões sobre os processos de legitimação e conseqüente visibilidade da produção artística no cenário cultural contemporâneo. Num segundo momento, realizou-se a leitura do romance autobiográfico Como eu se fiz por si mesmo, onde foram abordadas questões relativas ao processo de rememoração ficcional, bem como o levantamento de constantes temáticas e formais na obra do autor.

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