CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
Esta dissertação tem por objetivo ler a obra O Tempo e o Vento, de Erico Veríssimo, na forma escrita e na adaptação cinematográfica. No texto original a figura gaúcho se reverte e se subverte na troca do espaço rural pelo urbano. Na adaptação, é possível uma outra leitura: o homem gaúcho permanece no meio rural, no campo no pampa. Permitindo uma nova visão da construção do Estado do Rio Grande do Sul enquanto fronteira.
No conjunto da produção literária contemporânea, observa-se que a inclusão de personalidades e acontecimentos históricos (também do âmbito da história literária) no enredo de narrativas ficcionais tem se constituído em um terreno fértil para muitos autores. Entre as obras representativas dessa tendência, marcada pela constante oscilação dos limites e cruzamentos entre o discurso ficcional e os discursos narrativos extraliterários que o cercam, sobretudo o histórico e o biográfico, situa-se A última quim era (1995), de Ana Miranda. Nesse romance, a autora ficcionaliza, em tomo da figura histórica do poeta Augusto dos Anjos (1884-1914), determinados episódios sócio-político-culturais, localizados especialmente no Rio de Janeiro durante a fase de consolidação da República. O espaço ocupado pelo presente estudo tem como objetivo revisar alguns dos principais textos produzidos acerca do poeta Augusto dos Anjos, a fim de que se possa demonstrar como os acontecimentos de sua vida foram interpretados e representados, ao longo de aproximadamente noventa anos, pela crítica e historiografia literárias e também pela biografia tradicional. Após esse levantamento, pretende-se verificar, através da análise crítica do romance A última quimera, de que maneira Ana Miranda se apropria de certos eventos “reais” para compor sua narrativa ficcional e em que medida tal procedimento aproxima seu discurso daquele formulado pela História.
As comemorações dos quinhentos anos do “descobrimento”, evidenciaram um problema - as dramáticas desigualdades envoltas sob o manto da brasilidade. Essa dissertação visa realizar uma breve perspectiva dentro da historiografia literária brasileira, avaliando criticamente algumas obras (alguma ficção) que se constituem em manifestações estético sociais da cultura no Brasil e, na esteira de alguns ensaios da crítica brasileira sobre a constituição da identidade nacional via manifestação literária, analisar melhor essa problemática. A reflexão que desenvolvemos transita entre as fronteiras das diferentes linhagens discursivas, procurando dar uma contribuição às inúmeras questões que povoam nossas mentes no que se refere a nacionalidade brasileira. E finaüzando, procuramos entender como uma nação que se afirma no presente com uma profunda desigualdade social, foi inventada e construída, inserida no mosaico formado pelo histórico e o literário.
Não parece haver dúvida de que os mass media representam um dos fenômenos mais marcantes da chamada modernidade. É por esse motivo que, depois de um levantamento teórico acerca da Grande Indústria Cultural e dos fatores internos que a caracterizam, este trabalho procura se concentrar na explicação dos aspectos que condicionam a narrativa de mercado (best seller), principalmente a recorrência a aspectos míticos, a atualidade informativo-jornalística, o pedagogismo e a retórica culta ou consagrada. Por fim, como exemplo mais representativo do nosso tempo e do nosso país, exploraremos o fenômeno Paulo Coelho. Nesta empreitada, a dissertação evita as análises meramente sociológicas e aventura no território do textual e do literário em si.
Esta dissertação, que passa por um exercício de memória individual, objetiva, em um primeiro momento, uma retomada à obra e ao papel histórico de Monteiro Lobato no que se refere à modernização da prática editorial brasileira e à luta pela conquista de leitores infantis, já no imcio do século XX. Em um segundo momento, objetivou-se ler uma literatura de Monteiro Lobato para o século XXI; acompanhada da mais alta tecnologia, a Rede Globo de Televisão trouxe, mais uma vez, a obra do autor para o imaginário dos brasileiros. Trata-se especialmente da adaptação de No Reino da Águas Claras para a qual, como em versões anteriores, houve o cuidado de “alterar” pela tecnologia, mas resguardar a essência das histórias originais. Esta versão, como toda a obra de Monteiro Lobato, integra-se também em uma dinâmica pedagógica, motivando as crianças telespectadoras (ou os adultos) a interagirem cotidianamente com a obra, recurso moderno e eficiente para a criação e a manutenção de um leitor cativo.
